Após show no Rock in Rio Lisboa, Alok revelou que abandonou a obsessão por rankings. Para o DJ, ser presente em casa vale mais do que qualquer título internacional.
Reconhecido mundialmente como um dos DJs brasileiros de maior projeção, Alok encerrou a noite de sábado, 20/06, no Rock in Rio Lisboa, tocando no Palco Music Valley logo após a apresentação de Katy Perry. Apesar do status, o goiano de 34 anos garante que não se vê como “o maior do mundo” e que sua prioridade há tempos deixou de ser a liderança em rankings internacionais.
“Eu desisti já há um bom tempo dessa corrida maluca de querer estar no topo. Não importava ser o número um do mundo e não ser o número um para os meus filhos”, declarou o artista em entrevista momentos antes de subir ao palco.
Na conversa, Alok descreveu duas vertentes de sua trajetória. No Brasil, aposta em um som mais pop e abrangente, capaz de dialogar com as paradas radiofônicas. No exterior, mergulha no eletrônico sem concessões, focado no público das pistas. “Para mim, o topo é consequência”, resumiu.
O artista reconhece que muitas de suas faixas surgem a partir do que viraliza nas redes sociais, mas rejeita a ideia de criar somente com o objetivo de bombar em aplicativos.
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“O mais importante é não fazer com o viés exclusivo de viralizar. Critico gravadoras que se recusam a lançar música se não for ‘para o TikTok’. Eu faço a arte em que acredito”, pontuou.
A postura reflete a busca por equilíbrio entre exposição digital, relevância artística e vida pessoal. Pai de dois filhos, Alok revela que hoje mede sucesso também pelo tempo que consegue dedicar à família: “Ser presente em casa virou meu principal termômetro”, disse.
A agenda de shows segue intensa. Em setembro, ele vai se apresentar no Brasil em duas noites do Rock in Rio. A primeira, batizada de Keep Art Human, promete um protesto contra o uso indiscriminado da inteligência artificial na criação musical. Já a segunda, Wave The World, contará com a participação da esposa e dos filhos no palco, reforçando o discurso de que a carreira precisa caminhar em harmonia com a vida familiar.
Alok também citou a influência decisiva dos pais, idealizadores do festival de música eletrônica Universo Paralello. Embora o evento seja referência no gênero, o DJ avalia que o eletrônico ainda é nichado no país e reconhece ter seguido um caminho próprio para “furar a bolha”.
“Eles continuam muito conectados ao nicho eletrônico por escolha e por ser a verdade deles. Segui um caminho diferente por acreditar que minha música poderia ser uma ferramenta para alcançar mais pessoas”, explicou.
Entre desafios de mercado, debates sobre algoritmos e a pressão de estar sempre em evidência, Alok reafirma que o topo, hoje, é ocupar um espaço de relevância sem perder a essência. “Não importava ser só um número no mundo”, concluiu, antes de comandar a plateia lisboeta em um set de duas horas lotado de hits e mensagens de positividade.
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