O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a se manifestar sobre a crise familiar que ganhou as redes sociais desde o fim de junho. Nesta terça-feira, 21/07, ele considerou “imatura” a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de tornar públicas as queixas contra o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo.
No conteúdo gravado por Michelle, ela relatou ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada por Flávio. A gravação expôs divergências internas da família Bolsonaro e provocou reações imediatas. Eduardo, na ocasião, compartilhou postagens de terceiros que acusavam Michelle de “apunhalar” o irmão e insinuavam a existência de uma disputa pela indicação presidencial de 2026.
Ao comentar a repercussão da gravação, Eduardo avaliou que, em um ambiente no qual a cadeira do Palácio do Planalto é “muito cobiçada”, conflitos são comuns. Para ele, a exposição pública das desavenças foi consequência direta da competição interna.
É natural que haja disputa por um espaço tão cobiçado quanto a Presidência da República.
O ex-deputado relembrou que, antes mesmo do episódio do vídeo, atritos já haviam surgido em debates sobre palanques regionais, como no Ceará, onde aliados se dividiram quanto ao apoio a candidaturas locais.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Questionado sobre declaração da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) de que pessoas próximas a ele estariam estimulando ataques virtuais a Michelle após o desabafo, Eduardo afirmou não saber a quem ela se referia. Ele rebateu a tese de perseguição digital e disse ver “cobrança política” onde se aponta “ataques”.
O que vejo é muita gente mascarando legítimas cobranças políticas, chamando-as de ataques. Se a Michelle quer entrar na política, será cobrada como um político, assim como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro são.
Eduardo também descreveu a rotina de figuras públicas ligadas à família. Segundo ele, críticas diárias fazem parte do jogo, e cada um precisa responder às pressões de acordo com suas estratégias.
Todos os dias, quando acorda, ele não sabe sobre o quê, mas sabe que terá de correr atrás de alguma crítica contra ele e revertê-la. Esse é o nosso dia a dia.
Apesar da nova investida verbal, o ex-parlamentar não sinalizou se tentará agir para pacificar o grupo ou se as diferenças seguirão à vista do eleitorado. Até o momento, Michelle, que cogita disputar mandato eletivo, não respondeu publicamente às observações feitas pelo cunhado nesta terça-feira.
A sucessão presidencial de 2026 continua indefinida no PL. Flávio mantém a pré-candidatura e, dentro da legenda, aliados apontam que a escolha dependerá de articulações regionais e do desempenho de cada postulante nas próximas pesquisas de opinião. Enquanto isso, as declarações de integrantes da família indicam que a disputa interna ainda não chegou ao capítulo final.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








