Com as ondas de calor cada vez mais intensas, manter o corpo devidamente hidratado se torna uma prioridade de saúde pública. A simples ingestão de água mineral nem sempre dá conta do recado quando a temperatura sobe e o suor passa a carregar não apenas água, mas também sódio, potássio e magnésio — minerais que mantêm o coração em ritmo estável, preservam a força muscular e sustentam o funcionamento dos neurônios.
O organismo envia alertas claros de que o nível hídrico está em queda. Boca seca, lábios rachados, urina escura e em pequeno volume, tontura ao levantar-se, dor de cabeça latejante, cãibras e pele sem elasticidade são sinais inconfundíveis de que a balança entre ingestão e perda de líquidos se desequilibrou. Ignorar esses indícios amplia o risco de exaustão térmica e até de internação hospitalar.
O suor é parte da estratégia biológica para manter a temperatura interna próxima de 36,5 °C. Porém, quando a transpiração supera a velocidade da reposição líquida, o corpo perde terreno. O consumo frequente de bebidas alcoólicas, a prática de exercícios intensos ao ar livre e a permanência prolongada sob o sol agravam a desidratação. Crianças e idosos merecem atenção redobrada porque o mecanismo cerebral que desperta a sede é menos eficiente nessas faixas etárias.
Na avaliação clínica, profissionais checam batimentos cardíacos acelerados, pressão arterial em queda e a famosa dobra de pele que demora a voltar ao lugar. Em casos moderados a graves, exames de sangue medem as concentrações de sódio e potássio para definir a conduta terapêutica.
Quando a água pura não basta, entram em cena as bebidas ricas em eletrólitos. A lista de opções é variada e atende a diferentes níveis de necessidade:
• Soro de reidratação oral: vendido em sachês ou distribuído em unidades de saúde, traz a proporção ideal de sódio e glicose para reverter quadros graves.
• Bebidas esportivas: úteis para atletas e trabalhadores que suam muito, mas o teor de açúcar merece atenção.
• Água de coco: isotônico natural com alta concentração de potássio e rápida digestão.
“A água de coco é amplamente recomendada por especialistas de saúde por ser um isotônico natural, riquíssima em potássio e de fácil digestão.”
Sucos naturais de frutas como melancia e laranja complementam o processo, mas não substituem a água. Já refrigerantes e bebidas estimulantes trazem muito açúcar ou cafeína, elementos que retardam a reposição ou estimulam a eliminação de líquidos.
Para enfrentar o calor, a orientação é simples: beba água ao longo do dia, intercale com soluções eletrolíticas em situações de suor excessivo e busque locais frescos para repousar. Essa estratégia mantém o rendimento físico, protege o cérebro e afasta o risco de colapsos relacionados à desidratação.
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