A Seleção Brasileira deu adeus à Copa do Mundo de 2026 no último dia 5 de julho, ao ser superada por 2 a 1 pela Noruega nas oitavas de final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O revés marcou a pior campanha verde-amarela desde 1990 e reforçou um incômodo histórico contra rivais europeus.
O início foi promissor. Aos 12 minutos, o árbitro de vídeo assinalou pênalti em Vinícius Júnior, mas Bruno Guimarães bateu fraco e parou nas mãos do goleiro Orjan Nyland. A chance desperdiçada mudou o clima do confronto: o Brasil manteve a posse, porém passou a errar tomadas de decisão, alternando cruzamentos sem direção e jogadas individuais que paravam no bloqueio escandinavo.
Na volta do intervalo, Carlo Ancelotti lançou Endrick para aumentar a profundidade do ataque. O jovem atacante até apareceu livre dentro da área após passe de Vinícius, mas finalizou para fora. Enquanto isso, o sistema norueguês apostava em transições rápidas, aguardando o cansaço brasileiro.
O castigo chegou aos 34 minutos da etapa final. Cruzamento da esquerda achou Erling Haaland livre; o cabeceio fulminante abriu o placar. Com a Seleção brasileira se lançando desesperadamente ao ataque, os nórdicos encontraram ainda mais espaço. Aos 45, Haaland dominou na intermediária, ajeitou e acertou belo chute no canto esquerdo de Alisson, ampliando para 2 a 0. Já nos acréscimos, Neymar descontou de pênalti, insuficiente para evitar a eliminação.
Com os dois gols, Haaland alcançou sete na competição, igualando Lionel Messi e Kylian Mbappé no topo da artilharia. Para o Brasil, a derrota prolonga um tabu: em cinco confrontos oficiais ou amistosos, a equipe jamais venceu a Noruega (três vitórias europeias e dois empates).
O revés também reforçou a sina de quedas diante de representantes do Velho Continente. Das 18 eliminações brasileiras em Copas, 15 foram causadas por europeus. França (três), Holanda (duas) e Itália (duas) lideram a lista de maiores carrascos. A Argentina aparece com uma eliminação, em 1990; agora, a Noruega se junta ao rol.
Especialistas apontam que a equipe de Ancelotti apresentou volume de jogo, mas faltou eficiência na zona de definição. Além do pênalti perdido, o time finalizou 17 vezes e acertou o alvo em apenas quatro oportunidades. Do outro lado, a Noruega concluiu seis vezes e balançou a rede em duas — aproveitamento que fez a diferença.
O fracasso nos Estados Unidos encerra um ciclo que começou com altas expectativas após a chegada de Ancelotti. A Confederação Brasileira de Futebol terá de avaliar a renovação do elenco e o modelo de jogo para evitar que o fantasma europeu siga assombrando a busca pelo sonhado hexacampeonato.
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