Na tarde deste domingo, 19/07, a seleção da Espanha venceu a Copa do Mundo de 2026 e entrou para os livros de recordes como a campeã que menos sofreu gols em toda a história do torneio. Ao longo de sete partidas, La Fúria foi superada apenas uma vez: o belga Charles De Ketelaere balançou as redes nas quartas de final, mas não impediu a vitória espanhola por 2 a 1. Com esse único gol contra, o time de Luis de la Fuente quebrou a própria marca de 2010, quando havia encerrado a competição com dois tentos sofridos e dividia o posto com França (1998) e Itália (2006).
A campanha espanhola foi marcada pelo controle absoluto da posse de bola e por uma organização tática que neutralizou adversários de estilos muito diferentes. Depois de um empate com Cabo Verde na estreia, a equipe ajustou o entrosamento e emendou uma sequência de triunfos que incluiu o duelo contra a Bélgica, a convincente vitória por 2 a 0 sobre a favorita França na semifinal e, por fim, a conquista diante da Argentina, atual campeã mundial em 2022.
Os argentinos, comandados por Lionel Messi em sua despedida dos gramados internacionais, viveram um roteiro de fortes emoções até o jogo decisivo. A equipe chegou à final acumulando viradas heroicas, gols nos acréscimos e disputas em prorrogação. Também ostentava o segundo melhor ataque da competição, com 19 gols em oito partidas. No entanto, não conseguiu repetir o desempenho ofensivo no Estádio Olímpico nesta decisão.
Durante o tempo regulamentar, a Espanha manteve 65% de posse, mas encontrou um Emiliano Martínez inspirado. O goleiro argentino salvou finalizações perigosas, incluindo uma defesa à queima-roupa no último minuto da etapa complementar. Ainda assim, a tensão só foi resolvida no tempo extra, quando a pressão espanhola se transformou no gol do título.
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Embora não tenha apresentado o futebol vistoso que muitos torcedores esperavam, o conjunto espanhol mostrou eficácia cirúrgica. O meio-campo bloqueou linhas de passe e o sistema defensivo, liderado pelo zagueiro Aymeric Laporte, cedeu pouquíssimo espaço. No ataque, Lamine Yamal desequilibrou com dribles e velocidade pelas pontas, enquanto Álvaro Morata cumpriu papel fundamental na retenção da bola e na abertura de espaços.
A outra face da final foi a Argentina. A chamada “Scaloneta” protagonizou um de seus piores jogos na competição: teve um jogador expulso, não conseguiu contra-atacar e pouco criou. Messi, que buscava um novo troféu antes de pendurar as chuteiras com a camisa da seleção, esteve apagado. O último capítulo de sua carreira internacional terminou sem o desfecho sonhado pela torcida.
No apito final, os espanhóis comemoraram não só a segunda estrela mundial como também um feito raro: consolidar uma defesa quase intransponível em um torneio que costuma premiar ataques avassaladores. Com números que reforçam a máxima de que “defesa também ganha campeonato”, a Espanha de 2026 se posiciona agora entre as seleções mais eficientes da era do futebol moderno.
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