A Espanha voltou a erguer a taça da Copa do Mundo ao vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), assegurando o bicampeonato após quase quarenta dias de futebol pela América do Norte. Embora o gol decisivo tenha saído dos pés de Ferran Torres aos 106 minutos, o caminho até a glória foi pavimentado por cinco nomes que se tornaram sinônimos de entrega coletiva e talento refinado: Mikel Oyarzabal, Dani Olmo, Rodri, Pau Cubarsí e Mikel Merino.
Oyarzabal brilhou como o “artilheiro invisível”. Depois de críticas no empate de estreia contra Cabo Verde, o atacante respondeu com dois gols e uma assistência no triunfo sobre a Arábia Saudita (4 a 0) e repetiu a dose diante da Áustria (3 a 0) nos 16-avos. Na semifinal contra a França (2 a 0), abriu o placar de pênalti e, mesmo sem balançar as redes na decisão, desgastou a defesa argentina antes de ceder lugar a Ferran. Ele terminou o torneio como goleador máximo da Roja, com cinco gols.
“Às vezes, ao tentar não atrapalhar, você pode ser de grande ajuda”
disse Oyarzabal, ainda em Chattanooga, ao resumir sua função tática.
No meio-campo, Rodri assumiu o papel de capitão-general. Aos 30 anos, o volante combinou visão de jogo e imposição física. Na semifinal, percorreu 12,63 km e forçou 19 perdas de bola da estrelada França de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé. A performance impecável lhe rendeu o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo de 2026.
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Dani Olmo começou no banco em duas partidas da fase de grupos, mas bastou ter chances para transformar o ataque. Com arrancadas, mudanças de ritmo e passes milimétricos, foi fundamental no segundo gol sobre a França, ao acionar Pedro Porro após drible desconcertante.
Aos 19 anos, Pau Cubarsí mostrou maturidade de veterano. O zagueiro do Barcelona completou todos os oito jogos, formou parceria sólida com Aymeric Laporte e viu sua defesa sofrer apenas um gol – justamente frente à Bélgica, nas quartas. No mesmo duelo, arriscou de fora da área e, no rebote, Merino decretou a vitória por 2 a 1. Ele deixou o gramado da final coroado como melhor jogador jovem do torneio.
Mikel Merino, por sua vez, chegou à competição com ritmo limitado após cirurgia no pé, mas exerceu o papel de rei dos momentos decisivos. Entrando nos minutos finais, eliminou Portugal nas oitavas (1 a 0) e a Bélgica nas quartas (2 a 1) com gols salvadores.
“É surreal que isso tenha acontecido comigo em dois jogos seguidos”
comentou o meio-campista, quase repetindo o feito na final ao cabecear bola que passou a centímetros da trave, três minutos antes do gol de Ferran.
Com essas atuações, a Espanha comprovou que o talento individual rende mais quando se coloca a serviço de um propósito coletivo. A segunda estrela agora brilha no escudo vermelho, lembrando que, além de Ferran Torres, o bicampeonato também pertence à eficácia silenciosa de Oyarzabal, à liderança de Rodri, à criatividade de Olmo, à segurança de Cubarsí e ao oportunismo de Merino.
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