A seleção espanhola confirmou o status de favorita e sagrou-se campeã da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no Estádio MetLife, em Nova Jersey. O gol decisivo, anotado por Ferran Torres no segundo tempo do tempo extra, garantiu o segundo título mundial da história de La Furia e encerrou de forma amarga a última participação de Lionel Messi em Mundiais.
O duelo colocou frente a frente a defesa mais sólida da competição e um dos ataques mais produtivos. A Espanha, comandada por Luis De La Fuente, chegou à final tendo sofrido apenas um gol em todo o torneio. A Argentina, de Lionel Scaloni, balançara as redes 19 vezes até então e alimentava o sonho de repetir a conquista de 2022 para coroar a carreira de Messi.
No primeiro tempo, a posse de bola espanhola atingiu 65%, mas se traduziu em apenas três finalizações. Do outro lado, a Albiceleste não conseguiu articular contra-ataques e passou em branco. O clima quente de 27 °C em Nova Jersey não diminuiu o ritmo intenso de marcação imposto pelos europeus, que encurtaram os espaços de Messi e impediram que o astro recebesse em condições de criar.
O intervalo foi transformado em espetáculo à moda do Super Bowl, com apresentações de Madonna, Shakira, Coldplay, BTS e participações especiais dos “Ronaldos” de 2002 e dos Muppets. O show prolongou o descanso para 36 minutos, mas não alterou o panorama em campo: a Espanha manteve o domínio territorial e obrigou o goleiro Emiliano Martínez a realizar pelo menos sete defesas difíceis na etapa final do tempo regulamentar.
Quando o relógio apontava 90+4, Enzo Fernández cometeu falta dura em Pau Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e deixou a Argentina com um a menos. Antes do apito final, Lamine Yamal cobrou falta com perigo, espalmada por Martínez, adiando a decisão para a prorrogação.
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Com superioridade numérica, a seleção espanhola adiantou as linhas e empurrou a Albiceleste para o campo de defesa. Aos 112 minutos, depois de sequência de cruzamentos, Ferran Torres aproveitou rebote dentro da área e tocou para as redes, decretando o 1 a 0. A arbitragem do sérvio Slavko Vinčić chegou a revisar o lance, mas confirmou o gol.
A Argentina ainda tentou reagir nos instantes finais, porém o cansaço e a organização tática dos espanhóis impediram qualquer chance clara. Quando o apito soou, jogadores e comissão técnica celebraram a campanha invicta, que incluiu vitórias sobre França, Bélgica e agora a atual campeã mundial.
O resultado coloca a Espanha ao lado da França no ranking de bicampeões e encerra a trajetória de Messi em Copas de forma discreta: o camisa 10 quase não participou das jogadas ofensivas e deixou o gramado visivelmente abatido. Para os torcedores espanhóis, no entanto, a noite de 19 de julho de 2026 já entrou para a história como a consagração de uma geração que alia juventude, representada por Lamine Yamal, e experiência, simbolizada por capitães como Rodri.
Com a taça erguida em solo norte-americano, La Furia reforça sua tradição de posse de bola eficiente, marca registrada desde 2010, e projeta um novo ciclo recheado de talentos. A Argentina, por sua vez, inicia a busca por renovação, enquanto o mundo do futebol se despede de um dos maiores atletas de todos os tempos.
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