Esporte


Operário-MT perde patrocínio após oficializar a contratação do goleiro Bruno


Publicado 21 de janeiro de 2020 às 10:11     Por Redação Galáticos Online     Foto Reprodução

O Cooperativa Sicredi anunciou na segunda-feira (21) a suspensão de seu patrocínio ao Operário de Várzea Grande, após o clube confirmar a contratação do goleiro Bruno Fernandes. A chegada do reforço também causou revolta em torcedoras do clube e no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso.A suspensão do contrato de patrocínio foi confirmada pela assessoria de imprensa do Sicredi, que ressaltou que o valor é pago à Federação Mato-Grossense de Futebol e repassado aos times. A cooperativa também determinou que a logomarca não seja mais estampada nos uniformes do Operário.

O supervisor do clube, André Xela, confirmou que o nome do Sicredi será retirado dos uniformes na próxima temporada. No entanto, destacou que a diretoria do time não tem pretensão de voltar atrás na contratação de Bruno.

Xela afirmou que uma coletiva de imprensa será marcada para apresentar o novo goleiro do time, no entanto, a data de chegada de Bruno à cidade não será divulgada.

Após pressão em comentários nas redes sociais, outra empresa, responsável pela produção e fornecimento dos uniformes do Operário de Várzea Grande, também se pronunciou.

Em nota, a Invicttus explicou que não possui “poder para contratar jogador A ou B”, e que foram contratos exclusivamente para produzir as peças para a temporada de 2020, portanto, o acordo deveria ser mantido.

Manifestação
Uma manifestação contra a chegada de Bruno está marcada para acontecer hoje, às 19h, no portão principal do estádio Dito Souza, em Várzea Grande. A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, Gláucia Amaral, explicou que o grupo não é contra a ressocialização, mas repudia a possibilidade de o goleiro voltar a ser um ídolo.

Em nota de repúdio, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, afirmou que Bruno demonstrou “profundo ódio e total desrespeito às mulheres ao tratar de forma cruel e bárbara aquela que seria a mãe do seu filho”.

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, homicídio e ocultação de cadáver da ex-namorada Eliza Samúdio, em 2010, e obteve autorização da Justiça de Minas Gerais viver em Mato Grosso e defender o Operário.



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