O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou nesta quarta-feira, 24/06, que Ali Husayn al-‘Ulaywi, apontado como um dos principais quadros operacionais do Estado Islâmico (ISIS/Daesh), foi morto em um bombardeio realizado em 19/06, no noroeste da Síria. A operação, conduzida por aeronaves norte-americanas, integrou a estratégia permanente de Washington para enfraquecer o grupo extremista que ainda mantém células ativas na região.
De acordo com o comunicado divulgado pelo CENTCOM na rede social X, a ofensiva foi planejada com base em informações de inteligência que localizavam o militante em uma área usada como ponto de encontro de comandantes do Daesh. A ação não registrou baixas civis, segundo avaliação inicial das forças armadas dos Estados Unidos.
O órgão militar acrescentou que a eliminação de al-‘Ulaywi representa mais um passo na tentativa de desarticular a capacidade de planejamento e execução de ataques por parte do Estado Islâmico. O grupo, que chegou a controlar extensos territórios na Síria e no Iraque entre 2014 e 2017, perdeu a maioria das suas posições, mas ainda organiza ofensivas pontuais e mantém influência em zonas rurais e desérticas.
“O CENTCOM e nossos parceiros permanecem comprometidos em erradicar os remanescentes do ISIS para garantir sua derrota definitiva”
A declaração, assinada pelo almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, reforça a cooperação dos Estados Unidos com forças locais e nações aliadas do Oriente Médio. Militares norte-americanos atuam em solo sírio principalmente ao lado das Forças Democráticas Sírias (FDS), coalizão dominada por combatentes curdos que enfrentam o Daesh desde 2015.
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Autoridades do Pentágono destacaram que a presença de facções ligadas ao Estado Islâmico continua a representar ameaça não apenas à estabilidade regional, mas também a cidadãos e interesses americanos fora do país. Por isso, operações antiterroristas devem prosseguir “sempre que surgirem alvos de alto valor e condições favoráveis”, apontou um oficial que comentou o caso sob condição de anonimato.
Especialistas em segurança internacional avaliam que a morte de líderes como al-‘Ulaywi enfraquece os canais de financiamento e comunicação interna do grupo, porém não elimina completamente o risco de ataques isolados. Eles lembram que o Daesh já demonstrou capacidade de regeneração em cenários de vácuo de poder, o que torna necessária a manutenção de patrulhas aéreas e missões de inteligência de longo prazo.
Embora o governo dos Estados Unidos não tenha detalhado quais recursos foram empregados na missão do dia 19/06, analistas acreditam que drones armados e aeronaves de caça decolaram de bases instaladas em países vizinhos para atingir o alvo com precisão. Imagens de monitoramento ainda passam por verificação para confirmar se outros integrantes do alto escalão estavam presentes no local.
A ofensiva mais recente soma-se a uma série de operações que, só em 2026, resultaram na neutralização de pelo menos uma dezena de comandantes do Daesh, segundo números divulgados periodicamente pelo CENTCOM. As autoridades reiteram que o principal objetivo permanece a proteção de tropas americanas destacadas na Síria e no Iraque, assim como a salvaguarda de comunidades locais vulneráveis à influência extremista.
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