O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta quinta-feira (9) que concluiu a mais recente ofensiva aérea e naval contra alvos do Irã. A operação, iniciada na quarta-feira (8), teve como propósito declarado reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais movimentadas para o transporte de petróleo e derivados.
De acordo com o comunicado divulgado pelo Centcom, aproximadamente 90 instalações militares iranianas foram atingidas. Entre os alvos listados estão sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, embarcações de apoio a operações navais e centros logísticos posicionados ao longo da costa iraniana.
“As forças dos EUA permanecem vigilantes, letais e preparadas para executar operações determinadas pelo comandante-em-chefe”, destacou a nota oficial.
A nota também lembrou que, um dia antes, aeronaves e navios norte-americanos já haviam realizado outra ofensiva na qual 80 alvos militares foram destruídos. Segundo o Pentágono, a soma das duas ações buscou “degradar” as linhas de suprimento e as capacidades de lançamento de drones e mísseis do Irã, considerados ameaças diretas a navios civis que transitam pela região estratégica.
Autoridades militares não detalharam o tipo de aeronaves empregadas, nem o número de bombas ou mísseis disparados. Informaram, porém, que todos os aviões retornaram em segurança às bases de origem e que não houve baixas norte-americanas durante a missão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventuais vítimas iranianas ou danos colaterais a infraestruturas civis.
Analistas avaliam que a ação faz parte de um esforço maior de Washington para conter avanços na capacidade bélica iraniana e para reforçar a segurança de embarcações comerciais de vários países que dependem da passagem pelo Estreito de Ormuz. Aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo cruza diariamente essa área, o que eleva a preocupação internacional diante de qualquer escalada militar.
O governo iraniano ainda não divulgou resposta formal sobre a nova série de bombardeios. Contudo, porta-vozes de Teerã vêm afirmando, em pronunciamentos anteriores, que o país “responderá proporcionalmente” a ataques que atinjam seu território ou suas forças. Observadores diplomáticos temem que a sequência de ações e retaliações alimente tensões já elevadas no Golfo Pérsico, potencialmente envolvendo aliados regionais de ambos os lados.
Em Washington, congressistas de diferentes correntes políticas pediram explicações detalhadas sobre os objetivos de longo prazo da ofensiva. O Departamento de Defesa reiterou que continua monitorando a situação “minuto a minuto” e que novas medidas “não estão descartadas” caso surjam indícios de preparação iraniana para interromper o tráfego marítimo.
Embora o Centcom considere a operação concluída, militares norte-americanos permanecem em alerta máximo nas bases instaladas em países vizinhos ao Irã. Navios de guerra seguem patrulhando o Golfo e aeronaves de reconhecimento mantêm voos regulares, acompanhando qualquer movimentação atípica das forças iranianas.
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