O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que, no início da noite desta sexta-feira (17), aviões norte-americanos voltaram a atingir alvos no Irã, prolongando para sete dias a série de operações aéreas sobre o país persa. De acordo com o comunicado, os militares dos EUA priorizaram instalações consideradas estratégicas para as forças de Teerã.
“O objetivo permanece o mesmo: continuar degradando as capacidades militares iranianas”, informou a nota do comando.
Horas depois, a imprensa estatal iraniana relatou explosões nas proximidades de Sirik, região costeira ao sul do país. Autoridades locais afirmaram que mísseis norte-americanos teriam atingido estruturas militares. Em Bushehr, o vice-governador responsabilizou Washington por um ataque contra um petroleiro iraniano ancorado na Ilha de Kharg.
Em resposta, forças iranianas alegaram ter interceptado e alvejado uma embarcação com bandeira da Tailândia quando ela atravessava o Estreito de Ormuz, importante corredor por onde circula cerca de um quinto do petróleo global. Não houve confirmação imediata de vítimas ou do estado do navio tailandês.
Os reflexos da escalada chegaram ao Kuwait. O Exército kuwaitiano comunicou que drones iranianos provocaram um incêndio em uma estação de eletricidade e dessalinização, danificando unidades geradoras e afetando o fornecimento local. Até o momento, não foram divulgados números oficiais sobre feridos.
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No Catar, a tensão subiu depois de a Guarda Revolucionária Islâmica anunciar uma ofensiva surpresa contra a base aérea de Al Udeid, que abriga tropas norte-americanas. Segundo a corporação, um sistema de radar de longo alcance e aeronaves de reabastecimento KC-10 e KC-135 teriam sido destruídos ou seriamente avariados.
“Em um ataque maciço, eliminamos ativos estratégicos inimigos na base de Al Udeid”, declarou o órgão militar iraniano, sem apresentar provas públicas.
Até a última atualização desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia comentado as supostas perdas em território catariano, enquanto autoridades do Catar mantiveram sigilo sobre possíveis danos à infraestrutura da instalação.
Diplomatas da região temem que a ofensiva simultânea nos quatro pontos – território iraniano, Estreito de Ormuz, Kuwait e Catar – marque nova fase de confrontos diretos entre Washington e Teerã no Golfo Pérsico. Analistas ouvidos por AjuNews lembram que as rotas navais próximas ao estreito concentram superpetroleiros e, portanto, qualquer incidente pode repercutir nos preços internacionais do barril e na segurança energética global.
Neste momento, navios de guerra norte-americanos e aliados continuam a patrulhar o Golfo, enquanto o Irã mantém postura de prontidão. Os próximos movimentos de cada lado devem definir se a disputa ficará restrita a trocas de ataques pontuais ou evoluirá para uma campanha militar mais ampla na região.
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