Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 39 anos, ex-companheira do goleiro Bruno Fernandes, foi localizada na noite de sábado, 04/07, em Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a mulher, declarada desaparecida desde a manhã de quinta-feira, 02/07, recebeu atendimento inicial do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi encaminhada para uma unidade hospitalar da capital mineira. O estado de saúde dela não foi divulgado.
“A PCMG apura as circunstâncias do fato e não divulga estado de saúde de pessoas”, destaca a nota encaminhada pela corporação.
Segundo familiares, Dayanne saiu de casa na quinta-feira para deixar as filhas na residência da mãe, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e não retornou. O atual marido relatou à polícia ter encontrado várias cartas na casa do casal logo após perceber o sumiço da esposa. Nos textos, escritos em tom de despedida e datados de 02/07, ela mencionava estar sofrendo ameaças de agiotas, solicitava proteção às autoridades para seus familiares e expressava a vontade de que a guarda dos quatro filhos fosse dividida entre os pais e a avó materna.
As cartas foram entregues à PCMG e agora fazem parte do inquérito que investiga as circunstâncias do desaparecimento. Agentes também analisam câmeras de segurança próximas à residência e colheram depoimentos de parentes e amigos, com o objetivo de compreender o que levou Dayanne a sair de casa e em que condições ela foi encontrada.
A mulher ganhou notoriedade em 2010, período em que era casada com o goleiro Bruno, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio. Na época, Dayanne chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado do filho de Bruno com Eliza, mas acabou absolvida das acusações.
O reaparecimento de Dayanne mobilizou representantes do caso Eliza Samudio. No dia 04/07, pouco antes da confirmação de que a ex-mulher do atleta havia sido localizada, Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando celeridade das autoridades.
“O Estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade, ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida. Até hoje não tenho resposta. Minha filha virou estatística; será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, afirmou Sonia.
Com o encontro de Dayanne e a abertura de inquérito, a polícia agora se concentra em apurar se as ameaças citadas por ela nas cartas têm relação direta com o desaparecimento. Investigadores não descartam nenhuma linha de apuração e pedem que pessoas que tenham informações entrem em contato com o Disque-Denúncia.
Até o fechamento desta reportagem, não havia previsão de alta hospitalar para Dayanne, nem detalhes sobre os procedimentos médicos realizados. Familiares acompanham a recuperação e aguardam autorização para prestar depoimento oficial, enquanto a PCMG segue coletando provas e declarações para esclarecer o caso.
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