Uma falha elétrica em um aparelho de ar-condicionado foi apontada pela polícia da Argélia como a causa do incêndio que matou 11 pessoas na Fundação de Assistência à Infância, no município de Mohammadia, na noite de 15 de julho. O prédio, localizado na periferia de Argel, abrigava crianças e adolescentes, além de funcionários. Um professor de 52 anos está entre as vítimas fatais, segundo o balanço oficial divulgado HOJE.
De acordo com o comunicado policial, a perícia concluiu que
“o incêndio foi provocado por uma faísca elétrica gerada pelo funcionamento ininterrupto de um ar-condicionado instalado em um quarto no primeiro andar”
. Ainda de acordo com a corporação, o equipamento permaneceu ligado sem pausa em meio a uma forte onda de calor que eleva as temperaturas no norte do país há vários dias.
A tragédia lança luz sobre a vulnerabilidade das instituições de acolhimento infantil durante períodos de calor extremo. Nas últimas semanas, a Argélia vem registrando máximas acima da média. O vice-diretor de operações dos serviços de Proteção Civil, tenente-coronel Karim Harbi, detalhou que, apenas entre 8 e 15 de julho, foram contabilizados 932 focos de incêndio no território argelino, dos quais 913 já haviam sido extintos até a manhã do dia 15.
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Harbi esclareceu que a maioria dos episódios ocorreu em áreas florestais do norte, onde a combinação de seca prolongada e altas temperaturas favorece a propagação das chamas.
“Todos os verões somos desafiados por incêndios florestais, e as mudanças climáticas agravam esse cenário”,
comentou o oficial à agência estatal APS.
No caso do orfanato, o fogo se espalhou rapidamente pelos dormitórios. Equipes de resgate acionadas durante a noite conseguiram retirar vários ocupantes, mas 11 pessoas não resistiram à intensidade das chamas e à inalação de fumaça. As idades das demais vítimas não foram divulgadas até o momento.
Autoridades locais reforçam alertas para que prédios residenciais e instituições mantenham a revisão dos sistemas elétricos, sobretudo durante ondas de calor. O Ministério da Solidariedade anunciou que irá acompanhar as famílias das vítimas e oferecer suporte psicológico às crianças sobreviventes. A polícia prossegue reunindo depoimentos de funcionários e técnicos de manutenção para concluir o inquérito e, se for o caso, apontar responsabilidades civis ou criminais.
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