O Consulado-Geral do Brasil em Nova York encerrou o atendimento presencial HOJE, 07/07, depois que autoridades municipais ordenaram a evacuação de parte da Rua 42 por risco estrutural em um edifício comercial erguido na década de 1970. O prédio, antiga sede da Pfizer e atualmente em processo de conversão para apartamentos de alto padrão, registrou sinais de colapso no início da manhã, mobilizando bombeiros, engenheiros e a polícia local.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY), os primeiros chamados chegaram por volta das 8h, quando transeuntes relataram a queda de tijolos da fachada. Técnicos enviados ao local identificaram o cedimento de duas colunas internas entre o 21º e o 22º andar e um afundamento progressivo dos pisos do 21º ao 26º andar. A área foi isolada imediatamente, afetando não apenas o prédio comprometido, mas também construções vizinhas, entre elas o edifício que abriga o consulado brasileiro.
“O Consulado-Geral do Brasil em Nova York encontra-se temporariamente fechado, a partir de hoje, 7/7. Informação sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos será divulgada tão logo possível”, informou o comunicado oficial.
A decisão de evacuar o quarteirão levou ainda à interdição parcial da estação Grand Central, uma das mais movimentadas da cidade, e ao reforço de vigilância nos arredores da sede das Nações Unidas, localizada a poucas quadras dali. Até o momento, não há registro de feridos, mas equipes de resgate permanecem de prontidão para possíveis deslocamentos adicionais da estrutura.
Engenheiros estruturais contratados pelo proprietário do imóvel avaliam a extensão dos danos. A conversão do prédio de uso corporativo para residencial de luxo estava em fase de reforço das lajes, procedimento que, segundo fontes técnicas, pode ter sobrecarregado elementos já envelhecidos. A prefeitura de Nova York instaurou inquérito para apurar responsabilidades e exigir planos imediatos de contenção.
Enquanto durar a interdição, o consulado recomendou que brasileiros procurem atendimento remoto para serviços de passaporte, vistos e registro civil. Canais de e-mail e telefone seguem ativos, mas os prazos poderão sofrer ajustes, conforme adverte a representação diplomática.
“Nosso foco é garantir a segurança de funcionários e do público. Pedimos compreensão até que o prédio seja liberado pelas autoridades”, destacou a nota.
Nos arredores, o clima é de alerta. Barreiras metálicas restringem o tráfego de pedestres, e linhas de ônibus que passam pela Rua 42 foram desviadas temporariamente. Especialistas apontam que sinais precoces, como pequenas fissuras e sons de estalo, podem ter passado despercebidos durante as obras. O episódio reacende o debate sobre a modernização de arranha-céus erguidos nas décadas de 1960 e 1970, comuns no centro financeiro de Manhattan.
Moradores e trabalhadores da região relatam preocupação, mas reconhecem a rapidez da resposta oficial. Autoridades permanecem sem estimativa para liberação da área ou reabertura dos prédios afetados. O consulado brasileiro assegurou novo boletim assim que houver avanços na estabilização da estrutura comprometida.
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