A Espanha voltou a erguer a taça da Copa do Mundo neste domingo (19), em Nova Jersey, com um roteiro digno de cinema: vitória por 1 a 0 na prorrogação e um herói que insiste em chamar o feito de predestinado. O atacante Ferran Torres, camisa 7 da Fúria, balançou as redes no segundo tempo do tempo extra e selou o segundo título mundial da seleção espanhola.
O lance decisivo nasceu de um cruzamento de Nico Williams. O jovem ponta ganhou pelo alto e ajeitou de cabeça para Torres, que apareceu livre na área. Com um chute forte e colocado, o atacante superou o goleiro Dibu Martínez e colocou fim à resistência adversária. O gol confirmou o bicampeonato espanhol — agora dono das edições de 2010 e 2026 — e frustrou a equipe liderada por Lionel Messi.
“É dos 26 jogadores aqui esse gol. Acho que o destino estava escrito, estava feito para que a gente ganhasse.”
A declaração veio ainda à beira do gramado, poucos minutos após o apito final. Visivelmente emocionado, Ferran Torres contou que encarou críticas durante todo o torneio e descreveu o momento da bola na rede como uma “liberação”.
“Foi um jogo duríssimo, final de Copa sempre é. Ainda mais contra o Messi. Mas sabíamos que dependia só de nós.”
Do outro lado da linha lateral, o técnico Luis de la Fuente aproveitou o microfone aberto para exaltar a maturidade da equipe, formada por atletas revelados após o auge do tika-taka. O treinador lembrou que muitos dos titulares cresceram vendo a geração campeã de 2010 e abraçaram a mesma identidade de posse de bola.
“Para todo mundo que acompanhou a gente nesse trajeto, para mim é uma honra.”
“Estou muito emocionado. Depois de ter pensado neles [os jogadores]. A gente ganhou tudo isso, é maravilhoso; essa geração é um exemplo para a Espanha.”
Com o troféu confirmado, a festa tomou conta do MetLife Stadium. Torcedores pintados de vermelho e amarelo entoaram cantos que ecoaram pelos corredores internos, enquanto os atletas giravam bandeiras e posavam para fotos com as medalhas douradas. Logo após a cerimônia de premiação, a delegação deixou o gramado com destino ao vestiário, prometendo comemorações que devem se estender pelo país inteiro nos próximos dias.
O título coroa uma campanha marcada por futebol ofensivo e amadurecimento psicológico. Nas fases anteriores, a Fúria despachou adversários experientes e mostrou frieza em pênaltis e viradas. A vitória final reforça a sensação de que o trabalho de base da federação espanhola rendeu frutos e recoloca a seleção no topo do planeta 16 anos depois do primeiro título.
Ferran Torres, agora ídolo nacional, encerra o Mundial como peça-chave e principal goleador da equipe. Questionado sobre o futuro, o atacante disse que prefere curtir o momento antes de pensar em novas metas. “Hoje é dia de celebrar”, resumiu.
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