A Copa do Mundo que celebrará o centenário do torneio, em 2030, pode alcançar um tamanho jamais visto. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, revelou que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) discute colocar 64 seleções em campo, dobrando o número de vagas da edição do Qatar, realizada em 2022, e acrescentando mais 16 equipes em relação ao formato de 48 participantes previsto para 2026.
“A Copa de 2030 terá, provavelmente, o dobro de seleções”, antecipou Domínguez, durante encontro com dirigentes sul-americanos.
Nas contas preliminares, as 64 equipes seriam divididas em 16 grupos de quatro. Essa configuração levaria a 96 partidas somente na fase de grupos, ante os 72 jogos programados para 2026. A eliminação da repescagem de melhores terceiros colocados, no entanto, voltaria a tornar o avanço à fase de dezesseis-avos restrito às duas primeiras colocações de cada chave — um retorno ao sistema vigente até a Copa de 2022.
Se o calendário já parece apertado para torcedores e emissoras com 48 participantes, críticos afirmam que a nova expansão transformará o torneio em uma maratona ainda mais exigente. Pelas projeções, o Mundial de 2026 encerrará com 104 partidas somadas todas as fases. Para 2030, dirigentes europeus e asiáticos estimam que o total de duelos poderá superar facilmente essa marca, caso a Fifa confirme a proposta.
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Além do tamanho da disputa, a edição de 2030 terá a particularidade de ser repartida por seis países. Uruguai, Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Marrocos estão nomeados como sedes oficiais. Os organizadores planejam limitar a quantidade de confrontos em solo sul-americano, mas a logística segue alvo de questionamentos.
Entre os pontos levantados, confederações nacionais apontam aumento de custos de deslocamento, risco de saturação física dos atletas e impacto ambiental da extensa malha aérea. Mesmo assim, analistas lembram que a expansão pode render audiências maiores e novos mercados comerciais, objetivo declarado da gestão de Gianni Infantino.
Entidades de futebol de países médios e pequenos veem na proposta uma chance de participação inédita, algo que fortalece o lobby a favor do inchaço. Já federações tradicionais manifestam receio de perda de prestígio técnico. O debate deve avançar nos próximos meses, enquanto a Fifa trabalha no desenho definitivo do regulamento e na confirmação do calendário oficial.
A decisão final sobre o número de seleções e o formato de disputa será votada pelo Conselho da Fifa, mas ainda não há data marcada. Até lá, o centenário do “maior espetáculo da terra” seguirá no centro das atenções, mesclando expectativas esportivas e discussões sobre o modelo de negócios que sustenta o futebol global.
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