Faltam poucas horas para que Espanha e Argentina entrem em campo HOJE, 19/07/2026, na decisão da Copa do Mundo. Entre os inúmeros enredos que cercam a partida, um dos mais comentados nas redes sociais é a imagem de 2008 em que Lionel Messi, então com 20 anos, aparece dando banho em um bebê de seis meses: Lamine Yamal, hoje atacante espanhol de 19 anos. A coincidência de os dois estarem em lados opostos na maior final do planeta transformou o registro em um símbolo desta edição do torneio.
O clique foi feito durante uma campanha beneficente que reuniu o Barcelona, a UNICEF e o jornal catalão Diario SPORT para a produção de um calendário solidário. Na ocasião, vários jogadores do elenco blaugrana participaram de sessões de fotos com crianças atendidas por projetos sociais.
“É como se o Michael Jordan estivesse dando banho em LeBron James. É insano”, relembrou Oriol Canals, que coordenou a ação promocional, em entrevista publicada em 2025. “Digamos que eu organizei tudo”, completou, explicando que a participação de Yamal ocorreu por meio de um programa da UNICEF.
Além de Messi, nomes como Ronaldinho, Puyol, Eto’o e Thierry Henry posaram para o calendário, cada um ao lado de crianças assistidas pela Casal del Infants del Raval – iniciativa socioeducativa voltada a menores em situação de vulnerabilidade no bairro do Raval, em Barcelona. Foi assim que o pequeno Lamine, filho de pai marroquino e mãe da Guiné Equatorial, morador de Rocafonda (Mataró), entrou em contato com o craque argentino antes mesmo de dar seus primeiros passos.
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Dezessete anos depois, o menino que estrelou a foto virou ponta-direita da seleção espanhola e sensação do torneio. Sempre que balança as redes, Yamal forma com as mãos o número 304, o código postal de seu bairro, em um gesto de orgulho pelas próprias raízes. A região, porém, já foi alvo de críticas e ataques xenofóbicos nas redes. Em um episódio marcante, integrantes do partido de direita VOX chamaram Rocafonda de “lugar de esterco multicultural”.
A postagem viralizou e reacendeu o debate sobre racismo e xenofobia no futebol. Várias entidades antidiscriminação emitiram notas de repúdio, enquanto jogadores e clubes manifestaram apoio ao jovem. Dentro de campo, Yamal respondeu com atuações decisivas que conduziram a Fúria à final de HOJE.
Do outro lado estará Messi, camisa 10 e capitão argentino, buscando levantar a taça pela segunda vez consecutiva. Aos 39 anos, o ídolo reconheceu em entrevistas anteriores que vê em Yamal “um talento extraordinário”. A história compartilhada pelos dois adiciona um tempero extra ao confronto, que já seria histórico por colocar frente a frente duas potências do futebol.
Com a bola prestes a rolar, torcedores dos quatro cantos aguardam não só pelos lances de mestre de Messi, mas também pela irreverência e velocidade do jovem espanhol. Se a imagem de 2008 mostrava o argentino cuidando de um bebê, a próxima foto poderá registrar um momento de celebração de um, de decepção de outro ou, quem sabe, um aperto de mãos em respeito mútuo após o apito final. O certo é que a conexão entre os dois atletas já entrou para o folclore da Copa e permanecerá viva muito além da disputa desta noite.
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