França e Inglaterra, superadas nas semifinais da Copa do Mundo de 2026, ainda têm um compromisso valioso pela frente. As duas seleções entram em campo neste sábado, 18 de julho, em Miami, para decidir quem ficará com a terceira colocação do torneio. Além do prestígio esportivo, o duelo movimenta cifras expressivas que reforçam a importância da partida de despedida.
De acordo com a premiação definida pela Fifa para esta edição, a seleção que terminar em terceiro lugar receberá US$ 83 milhões, quantia que equivale a aproximadamente R$ 423 milhões. O valor supera em US$ 2 milhões o prêmio destinado ao quarto colocado, que fica com US$ 81 milhões (cerca de R$ 415 milhões). Embora a diferença pareça pequena diante do orçamento global do evento, ela faz diferença nos cofres das federações e pode impactar investimentos em categorias de base, infraestrutura e programas de desenvolvimento do futebol.
Para a Copa de 2026, a Fifa reservou mais de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em prêmios para as 48 equipes participantes, representando o maior montante da história dos Mundiais. A expansão do torneio — que passou de 32 para 48 seleções — também inflacionou os custos operacionais. No relatório financeiro do ciclo 2023-2026, a entidade projeta despesas de até US$ 3,756 bilhões com a organização da competição.
Desse total, US$ 1,1 bilhão corresponde diretamente a gastos da própria Fifa, distribuídos em itens como transporte, logística, marketing e arbitragem. Só com deslocamentos relacionados a eventos oficiais, a entidade calcula US$ 159 milhões; para a remuneração e preparação de árbitros, outros US$ 23 milhões estão reservados.
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O orçamento não engloba os aportes realizados pelos governos das nações-sede — Estados Unidos, México e Canadá — que respondem por estádios, obras de mobilidade urbana e serviços públicos. Esses custos adicionais, segundo especialistas em economia do esporte, podem ultrapassar a casa dos US$ 10 bilhões, dependendo da infraestrutura já existente em cada cidade anfitriã.
Dentro de campo, o embate entre franceses e ingleses promete equilíbrio. Ambas as seleções chegaram às semifinais com campanhas consistentes. O técnico Didier Deschamps destacou a importância de fechar a participação com vitória, enquanto Gareth Southgate reiterou o desejo de levar a medalha de bronze para casa. A presença de nomes como Mbappé e Harry Kane adiciona tempero extra ao confronto.
“Quando se chega tão perto da final, é natural sentir frustração. Mas ainda há um objetivo competitivo e financeiro em jogo”, resumiu um membro da comissão técnica francesa.
Além do aspecto financeiro, a disputa pelo terceiro lugar costuma servir de vitrine para jogadores que buscam consolidar espaço ou atrair olhares do mercado internacional. Para torcedores e patrocinadores, a partida oferece mais 90 minutos de futebol em alto nível, fechando o calendário da Copa antes da aguardada final de domingo.
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