O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública no Rio de Janeiro por mais 90 dias. A decisão foi formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 02/07/2026, e estabelece que o novo período de operação vai de 30 de junho a 27 de setembro de 2026.
De acordo com o texto, o efetivo federal seguirá prestando apoio a órgãos de segurança pública federais e estaduais em missões consideradas essenciais para a preservação da ordem, a proteção de pessoas e a salvaguarda do patrimônio. A coordenação geral continuará sob responsabilidade da Polícia Federal, cabendo à Diretoria da Força Nacional — vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública — definir o quantitativo de policiais, equipamentos e logística empregados.
A renovação do apoio ocorre em meio a um cenário de violência persistente no estado. Regiões metropolitanas e comunidades do interior enfrentam operações frequentes contra facções criminosas, confrontos armados e disputas territoriais entre grupos rivais. Autoridades locais afirmam que a presença de tropas federais serve como fator de dissuasão, sobretudo em áreas onde o policiamento convencional encontra maior resistência.
Em termos práticos, a Força Nacional costuma realizar patrulhamento ostensivo, montagem de barreiras de fiscalização, escolta de equipes de investigação e ações de inteligência integradas. O formato de emprego varia conforme solicitações do governo estadual e de órgãos federais, podendo incluir apoio a investigações da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público.
Analistas de segurança avaliam que a decisão do governo federal busca manter a visibilidade de sua participação em um dos temas mais sensíveis da agenda pública. Enquanto isso, especialistas alertam que intervenções de curto prazo precisam ser acompanhadas de políticas estruturantes de segurança cidadã, investimentos em tecnologia e fortalecimento das polícias locais, para evitar que esforços percam fôlego assim que o contingente extraordinário for desmobilizado.
Com a prorrogação já em vigor, caberá à Secretaria Nacional de Segurança Pública monitorar o cumprimento das metas operacionais e avaliar, ao fim do período, se haverá nova extensão ou se as atribuições voltarão a ficar exclusivamente sob responsabilidade das forças estaduais.
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