O Ministério da Energia do Irã pediu, na sexta-feira (17), que a população diminuísse o consumo de eletricidade depois que a rede nacional foi pressionada por ataques norte-americanos a instalações de geração e distribuição no sul do país. A solicitação foi divulgada por meio de um comunicado oficial que circulou nas emissoras públicas e nas redes sociais do governo.
“Desliguem os aparelhos de ar-condicionado nos horários de pico para ajudar a garantir um fornecimento estável de eletricidade nas províncias do sul, que enfrentam calor extremo e ataques às instalações de energia elétrica”, destacou a nota.
Segundo técnicos do setor, a sobrecarga tem origem em danos provocados por mísseis que atingiram subestações responsáveis por interligar usinas e centros urbanos. O alerta de economia de energia ocorre justamente em meio a uma onda de calor que tem elevado o consumo residencial e industrial, agravando o risco de apagões prolongados.
Os ataques norte-americanos começaram na madrugada de quinta-feira (16) e, nesta nova fase da escalada, avançaram para regiões mais ao norte do Irã, alcançando, pela primeira vez, áreas próximas a Teerã. De acordo com órgãos de imprensa iranianos, foram registradas explosões em pontos da província de Semnan, onde operam centros ligados à produção de mísseis balísticos e ao programa espacial do país. Autoridades também relataram investidas militares nas províncias de Hamedan, Hormozgan, Khuzistão, Lorestão, Markazi e Sistão-Baluchistão.
Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases que abrigam forças norte-americanas em países do Oriente Médio. A retaliação reaqueceu temores de um conflito regional mais amplo, envolvendo rotas marítimas vitais para o comércio internacional de petróleo.
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Paralelamente à ofensiva aérea, militares dos Estados Unidos abriram fogo contra o petroleiro Belma, registrado sob bandeira de Curaçao, quando a embarcação se dirigia à Ilha de Kharg, principal terminal de exportação iraniano no Golfo Pérsico. Segundo nota do Comando Central, o navio ignorou repetidos avisos para alterar a rota e acabou atingido por um míssil lançado de aeronave, que danificou a chaminé e o deixou à deriva.
Analistas ouvidos pela imprensa local observam que o impacto direto sobre a rede elétrica iraniana amplia a pressão interna sobre o governo, que já lida com sanções econômicas e turbulência cambial. Especialistas em energia defendem medidas emergenciais de racionalização, como o escalonamento de consumo industrial e a priorização de hospitais e serviços essenciais.
Enquanto autoridades monitoram possíveis novos alvos, moradores do sul do Irã relatam instabilidade no fornecimento de energia durante as noites mais quentes do verão. Filas para aquisição de geradores particulares e equipamentos de refrigeração alternativos foram registradas em Hormozgan e Khuzistão.
Até o momento, o Ministério da Energia não divulgou um cronograma de reparos nas subestações danificadas, mas informou que equipes de manutenção trabalham sob escolta militar para restabelecer, o quanto antes, a capacidade plena de transmissão.
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