Moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte passaram esta sexta-feira, 03/07, colocando tábuas nas janelas, enchendo galões de combustível e lotando supermercados em preparação para o avanço do tufão Bavi, sistema que se desloca sobre o Pacífico com potencial de ganhar força nas próximas horas.
De acordo com o Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC), Bavi cruza a área entre as Ilhas Marshall e as Marianas com ventos sustentados de 167 km/h e rajadas que já alcançam 203 km/h. A trajetória segue para oeste e os meteorologistas projetam que a tempestade atinja o status de supertufão ao amanhecer de sábado, quando os ventos podem chegar a 240 km/h e, em seguida, se intensificar até 278 km/h — patamar equivalente a um furacão de categoria 5 na escala Saffir-Simpson.
A expectativa é que o centro da circulação toque Guam e as Ilhas Marianas do Norte na segunda-feira, ainda com força significativa, embora ligeiramente reduzida. Mesmo com esse enfraquecimento, o impacto pode ser severo para regiões que ainda se reerguem do supertufão Sinlaku, registrado em abril.
Ao longo do dia, motoristas formaram longas filas nos postos de gasolina, enquanto lojas de ferragens viram estoques de madeira esgotarem rapidamente. Nos supermercados, prateleiras de água, alimentos não perecíveis e lanternas ficaram vazias em poucas horas.
“Os residentes de Guam e das Ilhas Marianas do Norte devem planejar e se antecipar a pelo menos condições de tempestade tropical”, alertou o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.
As autoridades locais ativaram centros de abrigo emergenciais, recomendaram o armazenamento de provisões para 72 horas e pediram atenção aos boletins oficiais. Escolas e repartições públicas já divulgaram planos de suspensão de atividades caso os ventos atinjam níveis perigosos.
O cenário de forte tempestade se soma a um contexto climático incomum. O sistema europeu de observação Copernicus informou que junho registrou as temperaturas oceânicas mais altas da série histórica, tendência que pode se agravar nos próximos meses. Analistas também apontam a presença do fenômeno El Niño, responsável por aquecer o Pacífico equatorial e alterar padrões de vento, pressão e chuva em escala global.
Com essa combinação de fatores, meteorologistas reforçam que a atual temporada de tufões no Pacífico ocidental pode apresentar episódios mais extremos e exigir planejamento antecipado de comunidades costeiras.
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