Mísseis, drones e artilharia atingiram regiões civis neste sábado. Poltava, Dnipropetrovsk e Crimeia registraram mortes e feridos. Tensão volta a escalar no leste europeu.
Novos bombardeios intensificaram a tensão no leste europeu HOJE (21/06), com vítimas civis registradas em ambos os lados da linha de frente. Autoridades ucranianas das regiões de Poltava e Dnipropetrovsk confirmaram que três pessoas perderam a vida após investidas russas envolvendo mísseis, artilharia e drones.
Em Dnipropetrovsk, o comandante militar regional, Oleksandr Ganzha, relatou que vários pontos civis foram atingidos durante a madrugada.
“Uma pessoa morreu e nove ficaram feridas”,
detalhou o oficial ao explicar que os disparos se concentraram em três distritos densamente povoados, provocando danos a residências, redes elétricas e veículos.
Já em Poltava, o chefe da administração militar, Vitali Dyakivnich, informou que dois moradores não resistiram aos ferimentos causados por estilhaços. Segundo o relato, o ataque aconteceu na noite de sábado e deixou ainda 13 feridos, alguns em estado grave.
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“Uma das vítimas faleceu no hospital mesmo após todos os esforços das equipes médicas”,
lamentou Dyakivnich.
Enquanto isso, do outro lado da fronteira, o Ministério da Defesa russo afirmou ter derrubado 239 drones ucranianos ao longo da noite, indicando que a Ucrânia também manteve operações ofensivas. Na península de Kerch, território da Crimeia anexado pela Rússia em 2014, o dirigente local Serguêi Aksionov confirmou a morte de quatro pessoas e 28 feridos provocados por um ataque de drones contra áreas residenciais.
O incidente mais grave ocorreu quando fragmentos de um aparelho não tripulado explodiram perto de um conjunto habitacional, causando desabamento parcial de fachadas. Aksionov classificou a ação como “ato terrorista”, mas não apresentou provas. Em resposta, as autoridades criméias suspenderam temporariamente a venda de combustíveis em postos de gasolina para priorizar serviços de emergência.
Outra fatalidade foi registrada durante a travessia de um ferry chamado Panagia, que ligava o distrito de Temriouk à península de Kerch. De acordo com o governo regional de Krasnodar, um drone atingiu a embarcação, resultando em uma morte imediata e avarias na superestrutura do navio.
Os ataques de HOJE reforçam a escalada do conflito iniciado em fevereiro de 2022. Civis permanecem no centro da disputa, e analistas alertam para o risco de colapso da infraestrutura crítica nas áreas mais próximas aos combates. Organizações humanitárias pedem corredores seguros para retirada de moradores vulneráveis, enquanto se intensificam os apelos internacionais por negociações que interrompam a cadeia de retaliações.
Até o momento, Kiev e Moscou não sinalizaram qualquer recuo. Autoridades ucranianas reiteraram que continuarão a defender todo o território nacional, inclusive regiões anexadas, e o Kremlin insistiu que responderá “de forma proporcional” a cada investida. Nos bastidores diplomáticos, observadores afirmam que a próxima semana poderá indicar se haverá abertura para diálogo ou se a espiral de violência seguirá crescendo.
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