Erling Haaland colocou seu nome entre as lendas da Copa do Mundo neste domingo (05/07) ao marcar duas vezes na vitória da Noruega sobre o Brasil, resultado que eliminou a seleção pentacampeã e garantiu os escandinavos nas quartas de final. Com os novos gols, o atacante de 25 anos soma agora sete nesta edição do torneio, igualando Lionel Messi e Kylian Mbappé no topo da artilharia.
O feito coroa a primeira participação do norueguês em Copas. Ele estreou contra o Iraque, quando balançou a rede duas vezes. Depois, repetiu a dose na segunda rodada. Na partida mais dura da fase de grupos, diante da França, passou em branco, mas voltou a decidir na segunda fase, contra a Costa do Marfim, marcando o gol da classificação. A atuação decisiva diante do Brasil confirmou a boa fase e manteve vivas as chances de Haaland brigar pela Chuteira de Ouro.
Messi foi o primeiro a atingir os sete gols. O argentino começou a campanha marcando três na vitória sobre a Argélia. Na rodada seguinte, diante da Áustria, fez mais dois. O sexto saiu contra a Jordânia, e o sétimo veio no triunfo sobre Cabo Verde, já na etapa seguinte do mata-mata. Além de dividir a artilharia desta Copa, o craque bateu um recorde histórico: chegou a 20 gols em participações no torneio e assumiu a liderança isolada do ranking de maiores goleadores.
Mbappé, camisa 10 da França, manteve o ritmo intenso que o consagrou em edições anteriores. O francês marcou dois contra Senegal e mais dois sobre o Iraque. Ficou zerado frente à Jordânia, mas recuperou a pontaria contra a Suécia, anotando o quinto. O sexto e o sétimo vieram na vitória contra o Paraguai, que carimbou o passaporte francês para as quartas. Agora, ele soma 19 gols em Copas, um a menos que Messi.
Com três craques empatados, a luta pela artilharia promete fortes emoções até a final. Messi busca ampliar o recorde, Mbappé tenta ultrapassar o rival e Haaland sonha com uma primeira participação ainda mais marcante. A próxima rodada definirá quem segue na disputa direta pelo prêmio individual mais cobiçado do Mundial.
Além da emoção individual, o equilíbrio reflete uma Copa de alto nível técnico, em que ataques potentes desafiam defesas experientes. A eliminação do Brasil, por exemplo, mostra que tradição sozinha não basta quando se enfrenta a eficiência de um centroavante como Haaland, a velocidade de Mbappé ou o talento criativo de Messi. Nos próximos dias, a atenção dos torcedores se voltará para as quartas de final, onde cada gol pode decidir não só a sorte das seleções, mas também quem terminará como goleador máximo.
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