A seleção brasileira viveu mais um capítulo traumático em Mundiais ao ser eliminada pela Noruega por 2 a 1, em 05/07/2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O resultado marcou a pior campanha do país em 36 anos, repetindo 1990, e empurrou para 2030 a esperança de encerrar um jejum que já dura desde 2002.
O duelo começou com a equipe de Carlo Ancelotti tentando impor posse de bola e qualidade técnica. Logo na primeira metade, surgiu a chance de abrir o placar: pênalti para o Brasil. Bruno Guimarães bateu firme, mas parou em defesa espetacular de Orjan Nyland, lance que abalou a confiança verde-amarela e deu ânimo aos escandinavos.
Com Martin Odegaard organizando transições rápidas, a Noruega se sentiu à vontade para arriscar contragolpes. O jogo manteve-se equilibrado até que, aos 34 minutos do segundo tempo, Erling Haaland subiu sozinho para cabecear e anotar 1 a 0. A vantagem deixou o Brasil desorientado defensivamente, e dez minutos depois o camisa 9 voltou a castigar: 2 a 0 aos 44.
“Quando a primeira bola entrou, sentimos que o jogo era nosso”, resumiu Haaland após o apito final.
Nos acréscimos, Neymar converteu pênalti aos 46, mas já era tarde. A vitória colocou a Noruega, pela primeira vez, nas quartas de final de uma Copa do Mundo.
A queda reforçou um incômodo tabu: desde 2002, as eliminações brasileiras ocorrem sempre diante de europeus. A lista atualizada de maiores carrascos tem França (1986, 1998, 2006) no topo, seguida por Itália (1938, 1982), Holanda (1974, 2010) e Alemanha, recordada pelo 7 a 1 de 2014. Agora, Noruega divide espaço com Croácia (2022) e Bélgica (2018) como nova pedra no sapato.
O revés também expôs decisões contestadas. Endrick entrou apenas na reta final e desperdiçou chance clara na primeira participação, ilustrando o repertório limitado apresentado pela equipe. Fora de campo, dirigentes já admitem rever planejamento para o próximo ciclo.
“É hora de olhar para dentro, entender onde erramos e preparar 2030”, disse um membro da comissão técnica que pediu anonimato.
Quando a bola voltar a rolar para a Copa de 2030, o Brasil completará 28 anos sem título, igualando o intervalo entre 1930 e 1958. A geração comandada por Ancelotti despede-se, portanto, marcada por talento individual que não conseguiu superar a organização norueguesa nem o faro de gol de Haaland.
Para a Noruega, o feito histórico recoloca a equipe nórdica no radar do futebol internacional e reafirma Haaland como um dos nomes mais decisivos do planeta. Para o Brasil, fica a necessidade urgente de repensar estrutura, formação de base e perfil de comando técnico se quiser retomar o protagonismo global.
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