O cenário da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes ganhou novos contornos nesta quarta-feira, 24 de junho, quando o pré-candidato Fernando Haddad (PT) revelou que três nomes de peso manifestaram interesse em integrar sua chapa como vice-governador. Segundo o ex-ministro da Fazenda, Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) comunicaram disponibilidade para ocupar o posto, movimento que pode redesenhar a estratégia eleitoral do bloco progressista em São Paulo.
“Me sinto honrado pela confiança desses três colegas de ministério e me comprometi a formalizar o convite até amanhã”, afirmou Haddad.
O anúncio veio após reunião reservada em Brasília que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. No encontro, foram discutidos cenários acerca da composição da coligação e a melhor forma de fortalecer a candidatura petista diante do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.
Fontes próximas às conversas indicam que Lula já havia sinalizado, desde o fim de maio, preferência por ver Márcio França na posição de vice. Inicialmente, porém, o pessebista insistia em concorrer ao Senado – Simone Tebet já despontava como nome certo para a primeira vaga, enquanto ele e Marina Silva disputavam o segundo espaço na chapa majoritária.
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Nos bastidores, aliados de Haddad avaliam que a manutenção de duas candidaturas à esquerda poderia transmitir imagem de fragmentação, o que abriria margem para críticas sobre falta de unidade. A eventual adesão de França como vice, por sua vez, agregaria experiência administrativa e peso eleitoral no interior paulista, região em que o ex-governador tem forte penetração.
A movimentação ocorre poucos dias depois de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) confirmarem a desistência de disputar o Executivo estadual, fato que mexeu no tabuleiro político e alertou petistas para a necessidade de consolidar alianças rapidamente.
Apesar de terem sinalizado disposição para a vice-governadoria, os três potenciais escolhidos também não descartam outras possibilidades. Haddad informou que todos permanecem “à disposição” para disputar cargos majoritários caso a engenharia política exija rearranjos, incluindo o próprio governo estadual em cenários alternativos.
Com o prazo partidário para definição de chapas se aproximando, a expectativa é que o desfecho seja anunciado até esta quinta-feira (25/06), respeitando o compromisso público assumido por Haddad. Até lá, correligionários trabalham para alinhar discursos e evitar ruídos que possam ser explorados pelos adversários na largada oficial da campanha.
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