A comunicação de Sergipe perdeu uma de suas principais vozes. Morreu na noite de quarta-feira, 24/06, em Aracaju, aos 79 anos, o jornalista Diógenes Brayner. Diagnosticado com câncer de pâncreas, ele vinha travando uma batalha contra a doença, mas manteve-se ativo e próximo das redações até os últimos meses, reforçando o compromisso que sempre guiou mais de quatro décadas de carreira.
Brayner iniciou a trajetória profissional ainda nos anos 1970 e, desde então, marcou presença em praticamente todas as grandes redações do estado. Foi editor do Jornal de Sergipe, da Gazeta de Sergipe e do Correio de Sergipe, além de dirigir, recentemente, o portal Faxaju. Nessas passagens, tornou-se referência em análise política, reconhecido pelo equilíbrio na apuração e pela clareza ao explicar bastidores de campanhas eleitorais, votações na Assembleia Legislativa e decisões do Executivo estadual.
“Apenas e sempre um repórter”
Assim ele costumava definir a própria profissão. A frase, repetida em entrevistas e conversas informais nos corredores da cobertura política, sintetiza a postura que adotou até o fim: colocar a notícia e o interesse público no centro do trabalho.
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O velório acontece HOJE no complexo da Osaf, em Aracaju, com presença de familiares, amigos, colegas e leitores que acompanham seu legado. A cerimônia de cremação está prevista para as 15h desta quinta-feira, 25/06, no município de Itaporanga d’Ajuda. A programação foi confirmada pela família.
Entre jornalistas veteranos e recém-chegados, o impacto de sua partida é sentido como uma lacuna difícil de preencher. Editores lembram que Brayner dominava não apenas a cobertura factual do dia a dia, mas também a contextualização histórica que leva o público a entender a formação do cenário político sergipano. Comentários em redes sociais e grupos de imprensa destacam que ele mantinha a agenda aberta para orientar repórteres iniciantes, revisando textos, indicando fontes e explicando ritos parlamentares.
A Associação Sergipana de Imprensa divulgou nota de pesar, ressaltando o “profissionalismo, a ética e a independência editorial” que se tornaram marcas registradas de sua passagem pelas redações. Autoridades estaduais expressaram condolências, lembrando a evolução do jornalismo local impulsionada por seu trabalho.
Com a despedida de Diógenes Brayner, Sergipe perde um cronista atento de seus acontecimentos políticos, mas o legado de rigor factual, escuta qualificada e respeito ao leitor segue como inspiração para as próximas gerações de profissionais da notícia.
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