Um grave incêndio atingiu a fábrica de calçados Huiteng, localizada em Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China, e resultou na morte de 28 pessoas nesta quinta-feira (9). O fogo começou por volta do meio-dia, horário local, e se espalhou rapidamente pelos andares do prédio, cuja estrutura externa em branco e azul ficou completamente escurecida pelas chamas.
De acordo com o Ministério da Gestão de Emergências, 183 bombeiros e 35 viaturas foram deslocados para combater o incêndio e realizar o resgate de funcionários que estavam presos no interior do edifício. As equipes concentraram esforços para conter os focos ainda ativos, ventilar o local e abrir caminhos seguros até os pontos onde sobreviventes poderiam estar isolados.
“Grandes perdas humanas foram registradas”, afirmou o presidente Xi Jinping ao ser informado sobre a tragédia, determinando que o socorro seja feito com “esforços máximos”.
Imagens divulgadas pela televisão estatal mostraram colunas de fumaça cinzenta saindo pelas janelas e bombeiros lançando jatos d’água a partir de escadas mecânicas. Testemunhas relataram que o odor acre da queima de materiais sintéticos – comuns na produção de calçados – podia ser sentido a vários quarteirões de distância.
Até o momento, o ministério não divulgou número oficial de feridos, mas confirmou que há pessoas hospitalizadas em Jinjiang e na vizinha cidade de Quanzhou. Autoridades locais abriram inquérito para apurar as causas do incêndio e verificar possíveis falhas em dispositivos de segurança, como sprinklers e saídas de emergência.
Nos últimos meses, o governo chinês intensificou campanhas para reduzir riscos de incêndio em prédios altos. Em novembro do ano passado, um grande incêndio destruiu blocos residenciais em Hong Kong e provocou 168 mortes, levando à revisão de normas de prevenção. Um mês depois, 12 pessoas morreram em outro sinistro na província de Guangdong.
A tragédia ocorrida HOJE reforça o alerta sobre a necessidade de inspeções frequentes em instalações industriais que lidam com materiais altamente inflamáveis. Investigadores deverão analisar registros de manutenção dos sistemas elétricos e o armazenamento de solventes usados no processo de colagem dos calçados.
Enquanto isso, equipes de resgate permanecem no local para resfriar a estrutura e vasculhar escombros em busca de possíveis desaparecidos. O governo provincial anunciou assistência financeira às famílias das vítimas e suporte psicológico a sobreviventes e socorristas.
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