O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rebateu HOJE as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou as autoridades iranianas de “escória” e “pessoas doentes” durante a cúpula da OTAN em Ancara. Em publicação nas redes sociais, o chefe da diplomacia persa afirmou que ofensas pessoais não diminuem o peso histórico e cultural de seu país.
“Dirigir-se à nação iraniana, civilizada e corajosa, com uma linguagem depreciativa não diminui sua grandeza”, escreveu Araqchi.
A resposta veio poucas horas depois de Trump declarar que não tem “certeza” se deseja retomar negociações com Teerã. O líder norte-americano reiterou que “sob nenhuma circunstância” permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares, elevando a tensão entre as duas nações no momento em que as conversas sobre segurança regional permanecem estagnadas.
Ao se referir aos iranianos como “escória” e dizer que são “liderados por pessoas doentes”, Trump anunciou que considera encerrado o memorando de entendimento que vinha limitando ataques diretos nos últimos meses. A declaração marca mais um capítulo da escalada retórica que se intensificou após a troca de mísseis registrada na madrugada passada.
“Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com fatos: sem medo e com grande coragem”, enfatizou Araqchi, prometendo que Teerã reagirá “com ações” caso as ameaças se transformem em medidas concretas.
No mesmo pronunciamento, Trump sinalizou estar disposto a adotar novas sanções financeiras, ainda que tenha deixado aberta a possibilidade de “jogos de negociação” no futuro. Para analistas internacionais, a postura norte-americana busca pressionar o Irã a voltar à mesa de diálogo em termos menos favoráveis a Teerã, enquanto o governo iraniano tenta mostrar resiliência interna e força diplomática diante de seu eleitorado.
Especialistas observam que a troca de ofensas públicas dificulta qualquer avanço imediato em direção a um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano. Sem canais diplomáticos diretos ativos, o risco de mal-entendidos cresce, elevando o temor de um confronto militar acidental no Golfo Pérsico.
A comunidade europeia acompanha com cautela. Países que ainda defendem a via diplomática articulam apelos por moderação, receosos de que a retórica agressiva evolua para ações mais contundentes. Até o momento, porém, Washington e Teerã mantêm o tom firme, deixando a solução para a crise em aberto.
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