O Ministério das Relações Exteriores informou que não há registro de brasileiros mortos ou feridos no terremoto de magnitude 7,5 que sacudiu a Venezuela na noite de quarta-feira, 24 de junho. De acordo com a chancelaria, o plantão consular permanece mobilizado para atender cidadãos que tenham sofrido perdas materiais e necessitem de apoio para retornar ao Brasil ou obter novos documentos.
Em nota oficial, o Itamaraty comunicou que a equipe da embaixada brasileira em Caracas segue em contato permanente com autoridades locais e com a comunidade brasileira residente. O objetivo é monitorar possíveis desdobramentos e garantir ajuda imediata caso surjam emergências adicionais.
“O plantão consular do Itamaraty permanece à disposição para prestar assistência a cidadãos brasileiros em situação de emergência”, destacou o comunicado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais logo após receber as primeiras informações sobre a tragédia. Ele expressou solidariedade às vítimas e reafirmou o compromisso do Brasil em colaborar com os esforços de reconstrução do país vizinho.
“Recebi a notícia com grande preocupação e consternação. Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, escreveu Lula.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor desta quarta-feira foi o mais forte registrado em território venezuelano em mais de cem anos. O último evento de intensidade similar ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um abalo estimado em 7,7 graus provocou estragos significativos ao norte de Caracas.
Dados preliminares apontam que o desastre desta semana começou às 18h04, no horário local, com um tremor de magnitude 7,2 a cerca de 200 quilômetros a oeste da capital. Minutos depois, outro sismo, agora de 7,5, atingiu a mesma região, seguido por diversas réplicas que mantiveram a população em alerta durante toda a noite.
Especialistas do USGS classificaram o episódio como uma catástrofe com potencial para gerar impactos de grande escala, especialmente em áreas com infraestrutura frágil. Equipes de resgate venezuelanas relatam danos a estradas, pontes e edifícios históricos, mas balanços oficiais sobre vítimas permanecem sob atualização.
No âmbito diplomático, o Itamaraty orienta os brasileiros residentes ou temporariamente na Venezuela a manter documentos de identificação à mão, informar familiares sobre sua localização e seguir as instruções das autoridades locais. Telefones de emergência e endereços de abrigos foram divulgados pelo governo venezuelano e compartilhados pela embaixada brasileira.
A Defesa Civil da Venezuela segue realizando vistorias em hospitais e escolas para avaliar a segurança estrutural dos prédios. Enquanto isso, organismos internacionais preparam o envio de kits de primeiros socorros, mantas térmicas e geradores portáteis. Ainda não há previsão oficial sobre o custo total da reconstrução, mas economistas estimam que os prejuízos possam ultrapassar a casa de centenas de milhões de dólares.
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