O Ministério das Relações Exteriores confirmou na noite de quinta-feira, 25/06, que dois cidadãos brasileiros morreram em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na véspera, 24/06. A informação foi divulgada por meio de nota oficial encaminhada à imprensa.
De acordo com o Itamaraty, as vítimas são um homem e uma mulher cujas identidades não foram reveladas. O órgão explicou que optou por preservar os dados pessoais em respeito aos familiares.
“Em atendimento ao direito à privacidade, o MRE não divulgará informações pessoais dos falecidos”, destacou o comunicado.
A chancelaria acrescentou que equipes do plantão consular já mantêm contato com as famílias para oferecer suporte jurídico e assistência logística necessária, incluindo orientações sobre traslado e sepultamento.
“O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de cidadãos brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O Ministério está prestando assistência consular às famílias das vítimas”, acrescentou a nota.
Mais cedo, antes da confirmação dos óbitos, a pasta havia informado que não havia registro de brasileiros entre mortos ou feridos. A reavaliação ocorreu após verificação junto às autoridades venezuelanas, hospitais locais e a comunidade expatriada.
O tremor principal, de magnitude 7,5 na escala Richter, foi o mais intenso registrado na Venezuela em mais de um século, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Registros apontam que o último abalo sísmico superior, de 7,7, ocorreu em 29 de outubro de 1900, na região ao norte de Caracas.
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Além das vítimas fatais, dezenas de residências e prédios públicos sofreram danos estruturais em cidades próximas ao epicentro. Equipes de resgate venezuelanas continuam mobilizadas para localizar desaparecidos e prestar socorro a feridos.
O governo brasileiro informou que permanece monitorando a situação, especialmente em áreas onde vivem cidadãos nacionais. O plantão consular do Itamaraty segue disponível 24 horas por dia para emergências, inclusive por telefone e aplicativos de mensagens.
Especialistas em sismologia afirmam que a intensidade do terremoto, associada à profundidade intermediária do epicentro, contribuiu para a ampla área de impacto. Tremores secundários (réplicas) também foram registrados, o que manteve a população em alerta.
Representantes de organizações humanitárias relatam necessidade imediata de água potável, mantimentos e abrigos temporários para centenas de pessoas que perderam suas casas. Autoridades venezuelanas declararam estado de emergência em municípios mais afetados e solicitaram cooperação internacional.
O Palácio do Planalto manifestou condolências às famílias das vítimas brasileiras e reiterou disposição para colaborar com esforços de ajuda humanitária. Parlamentares de diferentes correntes políticas lamentaram o ocorrido e elogiaram o trabalho dos serviços consulares.
Em Brasília, a Defesa Civil Nacional avalia enviar equipe técnica para apoiar operações de resgate e verificar condições de segurança para futuros deslocamentos de brasileiros que queiram deixar o território venezuelano.
Enquanto isso, entidades religiosas e organizações não governamentais iniciaram campanhas de doação. Hospitais de fronteira, principalmente em Roraima, preparam-se para receber eventuais feridos que busquem atendimento no Brasil.
A embaixada brasileira em Caracas orienta viajantes a evitar áreas com risco de desabamentos e a acompanhar informes oficiais sobre possibilidades de novos abalos sísmicos. O quadro geral ainda inspira cautela, mas, segundo o Itamaraty, não há, até o momento, indicação de ampliação da tragédia envolvendo outros nacionais.
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