Política


Carlos Ferreira vai recorrer após juíza julgar improcedente ação contra jornalista e rádio


Publicado 03 de maio de 2022 às 17:35     Por Peu Moraes     Foto Divulgação / Arquivo Pessoal

O radialista Carlos Ferreira afirmou que vai recorrer da decisão que julgou improcedente ação motivada pelo comunicador contra o também radialista Narcizo Machado e à rádio Fan FM. A informação foi confirmada ao AjuNews, nesta terça-feira (3). “Respeito a interpretação da magistrada, mas discordo veementemente. Penso que abre um precedente perigoso, afinal, estar à frente de um microfone, não dar o direito de ofender quem quer que seja”, disse.

Em julho do ano passado, Ferreira foi criticado por Narcizo, por se negar, por mais de uma vez, a emitir posicionamento diante das cobranças da população do município de Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju. No programa, ouvintes se posicionaram no ar e disseram que tinham medo de perseguição e reforçaram que o secretário em questão atuava em redes sociais para distorcer a imagem da Fan FM.

“Ele não é secretário, ele é capanga. Ele não é um profissional, é um capanga virtual. As pessoas têm medo de falar porque sabem que são perseguidas. O Padre (prefeito de Socorro) é conhecido por perseguir as pessoas, por ter uma relação marcada pelo terror e pelo ódio”, teria completado Machado.

Ainda na nota ao AjuNews, Ferreira disse que se sentiu ofendido e agredido, na sua honra pessoal e profissional e que, há 45 anos, exerce suas funções seja na esfera pública ou privada, sempre com muito respeito e responsabilidade. “Não foi uma opinião expressada, mas uma ofensa desmedida, uma falta de respeito ao ser humano”, afirmou.

Ferreira ainda citou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que recentemente afirmou que liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade de agressão. “O que o rapaz fez no microfone, foi uma agressão. Vamos recorrer até a última instância” finalizou.

Na decisão, a magistrada pontua que a intenção foi de apenas criticar a posição de gestão de Inaldo e Carlos Ferreira. “Entende este juízo que a manifestação trazida pelos autores, embora reflita uma crítica em tom ácido, encontra-se na esfera do aceitável. A linguagem utilizada visava chamar a atenção da opinião pública, e não propriamente prejudicar os autores, enfatizando somente a figura de gestão e não o caráter pessoal de ambos”, finalizou a juíza.

A reportagem entrou em contato com o radialista Narcizo Machado, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.



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