Mundo


Justiça alemã condena ex-guarda de 93 anos envolvido na morte de mais de 5 mil pessoas


Publicado 23 de julho de 2020 às 17:45     Por Fernanda Souto     Foto Chris Ryan/iStock

O ex-guarda Bruno Dey, 93 anos, foi condenado nesta quinta-feira (23), na Alemanha, por ter sido cúmplice do assassinato de mais de 5.000 pessoas em um campo de concentração durante a terceira fase da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O ex-nazista foi guarda em Stutthof, na Polônia, e tinha 17 anos. Devido a isso, apenas foi julgado por uma corte juvenil. Atualmente, a Justiça Alemã o condenou a dois anos de prisão, porém, devido a sua idade avançada, teve o cumprimento da pena suspendido e não será preso.

Stutthof foi o primeiro campo de concentração fora da Alemanha, situado na Polônia, e destinado para presos políticos poloneses. Segundo dados do site do museu de Stutthof, cerca de 65 mil pessoas foram mortas no local. 5. 232 mortes desse total foram dadas como de culpa de Dey, mesmo que ele não tenha participado diretamente dos assassinatos.

Segundo os promotores, guardas como Dey são considerados cúmplices por impedir que os prisioneiros fugissem. Dey afirmou ter atuado como guarda, mas não admitiu ser responsável pelas mortes. “E não machuquei ninguém diretamente”, disse.

Devido à pandemia, o julgamento foi cercado de cuidados e limitava-se a duas sessões por semana, com duas horas, no máximo, cada. Os jornalistas não puderam entrar no local e só tiveram acesso aos áudios das sessões.
Este julgamento é considerado como um dos últimos à cerca dos crimes do Holocausto, já que o número de suspeitos de crime na época segue diminuindo.



Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Leia os termos de uso