A Inglaterra garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo ao bater o México por 3 a 2 na noite de domingo, 5 de julho. Mesmo sem entrar em campo, o volante Jordan Henderson acabou virando manchete: enquanto comemorava o triunfo à beira do gramado, o experiente jogador escorregou, caiu sobre um painel de publicidade e sofreu uma lesão no pulso que pode afastá-lo do restante do torneio.
O infortúnio ocorreu logo após o apito final, quando a delegação celebrava a classificação. Socorrido ainda dentro do estádio, Henderson deixou o local em maca e com máscara de oxigênio, sendo encaminhado a um hospital para exames detalhados. O departamento médico da seleção informou que o diagnóstico definitivo será conhecido nas próximas 48 horas, mas há preocupação de fratura, o que exigiria imobilização e, possivelmente, cirurgia.
Aos 35 anos, o atual jogador do Brentford já havia entrado em campo por apenas sete minutos nesta edição da Copa, na fase de grupos, frente ao Panamá. Com esse breve período, ele se tornou o primeiro inglês a disputar quatro Mundiais consecutivos (2014, 2018, 2022 e agora 2026). A marca amplia ainda outro feito: Henderson é também o único atleta da seleção a participar de sete grandes competições entre Eurocopas e Copas, superando Harry Kane e Wayne Rooney, que figuram em seis.
Na partida contra o México, Jude Bellingham brilhou ao anotar dois gols, enquanto Kane converteu pênalti decisivo. Mesmo após a expulsão de Jarell Quansah no início do segundo tempo, os ingleses resistiram à pressão dos anfitriões e confirmaram a vaga. Durante o confronto, Henderson recebeu cartão amarelo por discussão na linha lateral, prova de que sua vibração costuma extrapolar as quatro linhas.
Agora, a equipe dirigida por Gareth Southgate terá pela frente a Noruega, no sábado, 11 de julho, às 18h (horário de Brasília). O adversário avançou depois de superar o Brasil por 2 a 1. Dependendo da evolução clínica, Henderson corre contra o tempo para estar apto a reforçar o elenco nessa fase decisiva. Caso o exame aponte fratura, o volante dificilmente voltará a vestir a camisa inglesa nesta Copa.
Mesmo que fique fora dos gramados, o camisa 8 já deixou seu nome na história da seleção. Resta saber se o pulso lesionado impedirá o veterano de aumentar seus recordes ou se ele conseguirá, mais uma vez, superar uma adversidade e contribuir com a campanha inglesa rumo ao tão sonhado título mundial.
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