O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai receber o ex-ministro Márcio França (PSB) na tarde desta quarta-feira, 24/06, no Palácio do Planalto. O encontro é considerado decisivo para definir qual será o papel de França nas eleições de 2026 em São Paulo, depois de semanas de negociações entre PT, PSB e aliados.
Até aqui, a direção nacional do PSB articulava a entrada do ex-ministro como um dos candidatos ao Senado em coligação com o PT, compondo uma chapa que já contaria com Simone Tebet (MDB). A ala petista, porém, prefere a ministra Marina Silva (Rede) para a vaga, postura que abriu nova rota de conversas entre os partidos.
Diante do impasse, Lula passou a sugerir que Márcio França seja o candidato a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao Palácio dos Bandeirantes. A mudança circulou nos bastidores nos últimos dias e, segundo dirigentes das duas legendas, ganhou força porque agregaria um nome com recall eleitoral e trânsito no campo progressista.
“Aceitarei o convite se ele vier diretamente do presidente”, afirmou França anteriormente, sinalizando abertura para o arranjo político.
Aliados do ex-ministro do Empreendedorismo também discutem um terceiro caminho: lançar França na disputa pelo governo paulista de forma independente. A proposta, segundo interlocutores, criaria um palanque duplo para a esquerda, com França e Haddad buscando eleitores distintos no primeiro turno. No desenho pensado, o ex-ministro declararia apoio automático ao petista caso nenhum deles vença em 06/10 e a eleição siga para o segundo turno.
Preços vistos na Amazon em 17/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Parlamentares do PSB enxergam na candidatura própria uma oportunidade de atrair votos de centro, especialmente de eleitores que atualmente simpatizam com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eles acreditam que a entrada de França poderia fragmentar o eleitorado e tornar viável um segundo turno inédito entre duas forças progressistas.
Apesar das alternativas colocadas na mesa, nenhuma decisão será oficializada sem o aval de Lula. O presidente quer evitar fissuras na aliança que sustenta o governo federal e, ao mesmo tempo, impedir que divergências internas coloquem em risco o projeto de Haddad no estado.
Nos corredores do Planalto, assessores avaliam que o encontro de quarta deverá produzir pelo menos duas definições: quem ocupará a vaga de vice na chapa governista e qual configuração de coligação será enviada à Justiça Eleitoral até o prazo final, em 05/08. Até lá, PSB e PT mantêm conversas diárias para calibrar o arranjo.
Márcio França foi ministro do Empreendedorismo, Micro e Pequena Empresa até abril deste ano, quando deixou o cargo para atender às regras de desincompatibilização exigidas para candidatos. Em 2022, ele concorreu ao Senado por São Paulo e ficou em segundo lugar. Agora, volta ao centro do tabuleiro eleitoral e aguarda a palavra final de Lula para escolher seu próximo passo.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








