O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ter recebido, “com grande preocupação e consternação”, as primeiras informações sobre o forte terremoto que abalou a Venezuela na quarta-feira, 24/06. O tremor deixou, segundo o mais recente balanço local, pelo menos 164 mortos e provocou danos materiais significativos em diversas regiões, inclusive na capital, Caracas.
Ao comentar o desastre em sua conta na rede social X, Lula informou que determinou ao Ministério das Relações Exteriores a criação de um grupo de monitoramento, em articulação com a Embaixada do Brasil em Caracas, para avaliar as necessidades imediatas e as formas de apoio que podem ser enviadas pelo governo brasileiro.
“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades”, escreveu o presidente.
Segundo o Palácio do Planalto, a cooperação poderá incluir o envio de equipes de busca e salvamento, kits de primeiros socorros, purificadores de água e barracas para abrigar desabrigados. Técnicos da Defesa Civil brasileira e especialistas em desastres naturais foram colocados em estado de prontidão para possível deslocamento.
Em nota oficial, o Itamaraty também manifestou pesar pelas vítimas do tremor e reforçou a postura solidária do Brasil. “O Brasil expressa solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela e deseja pronta recuperação aos feridos”, registra o comunicado.
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O Ministério acrescentou que, até o momento, não havia relatos de brasileiros entre as vítimas. Mesmo assim, foram divulgados canais de emergência para eventuais pedidos de assistência consular. O plantão da Embaixada do Brasil em Caracas pode ser acionado pelo telefone +58 414-372-3337, enquanto o serviço em Brasília atende pelo número +55 (61) 98260-0610.
Autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência em municípios mais afetados. Equipes locais trabalham na busca de desaparecidos entre os escombros de prédios residenciais e comerciais. Abrigos temporários foram montados em ginásios esportivos para receber famílias que tiveram as casas condenadas.
Especialistas do Serviço Sismológico apontaram que o epicentro do abalo, de magnitude 7,1, ocorreu a 25 quilômetros da costa, o que intensificou o risco de deslizamentos nas áreas montanhosas e comprometeu rodovias estratégicas para o socorro.
No Brasil, organizações humanitárias como a Cruz Vermelha já sinalizaram disposição em colaborar com donativos e voluntários. A Defesa Civil nacional, que mantém acordo de cooperação com o órgão venezuelano desde 2014, destacou que qualquer deslocamento dependerá de autorização do governo local e de condições de segurança para as equipes.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha o desenrolar das operações de resgate. Relatórios preliminares indicam que hospitais de Caracas e de cidades costeiras operam acima da capacidade, embora tenham recebido reforço de geradores e estoques emergenciais de medicamentos.
Para os residentes brasileiros na Venezuela, o Itamaraty recomendou que mantenham documentos de identificação à mão, evitem áreas instáveis e sigam orientações das autoridades locais. O ministério frisou que novas atualizações serão divulgadas caso a situação mude ou haja confirmação de cidadãos nacionais entre as vítimas.
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