Sonia Fátima Moura, mãe da modelo Eliza Samudio — assassinada em 2010 — voltou às redes sociais para exigir providências sobre o paradeiro de Dayanne Rodrigues, ex-mulher do ex-goleiro Bruno Fernandes. A cobrança ocorre dois dias após o desaparecimento de Dayanne, registrado na manhã de quinta-feira, 02/07, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde então, não há notícias da jovem, que deixou os filhos com a mãe antes de sumir.
No vídeo publicado, Sonia relembra a longa batalha travada desde a morte de Eliza e compara a atual situação. Ela argumenta que o Estado precisa agir para evitar que outro caso de grande repercussão termine sem respostas.
“O Estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade, ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida e, até hoje, não tenho resposta. Minha filha virou estatística. Será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, declarou.
Segundo familiares, Dayanne saiu de casa pela última vez por volta das 6h30 de quinta-feira. Ela dirigiu-se à residência da mãe, deixou as crianças e, na sequência, interrompeu toda comunicação. O companheiro, que prefere não ter o nome divulgado, afirma ter encontrado cartas na casa do casal. Em uma delas, datada de 02/07, Dayanne escreve em tom de despedida, relata ameaças de agiotas e solicita proteção às autoridades para parentes próximos.
O documento também traz instruções sobre a guarda dos filhos: meninas deveriam permanecer com a avó materna, enquanto os meninos ficariam com o pai. As cartas já foram entregues à Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar o desaparecimento, colheu depoimentos de familiares e avalia possíveis rotas percorridas por Dayanne nas horas que antecederam o sumiço.
Enquanto investigadores analisam câmeras de segurança e dados de telefonia, amigos e parentes distribuem cartazes em bairros de Ribeirão das Neves e mobilizam buscas em redes sociais. O marido da desaparecida reforçou o apelo público ao divulgar uma arte com foto, descrição física e contatos para informações.
A pressão de Sonia Moura, voz ativa nas discussões sobre violência contra a mulher desde 2010, adiciona peso ao caso. Ela argumenta que a rapidez nos primeiros dias de investigação pode ser decisiva para encontrar Dayanne com vida. Organizações de direitos humanos ecoam a preocupação e cobram celeridade das autoridades mineiras.
Bruno, ex-marido de Eliza e de Dayanne em períodos diferentes, foi condenado pelo envolvimento na morte da modelo. O crime ganhou repercussão nacional e ainda motiva debates sobre feminicídio no país. Agora, o desaparecimento de Dayanne reacende temores de que novos episódios de violência ligados ao círculo do ex-goleiro permaneçam sem solução.
A Polícia Civil de Minas Gerais mantém o caso em sigilo para não prejudicar diligências em andamento. Quem tiver informações que possam levar ao paradeiro de Dayanne pode entrar em contato com o Disque Denúncia 181 ou procurar a delegacia mais próxima.
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