A MNSL reforça a importância da BCG no Dia da Vacina, imunizando recém-nascidos acima de dois quilos ainda na maternidade, garantindo proteção desde os primeiros dias de vida.
Em alusão ao Dia da Vacina BCG, celebrado em 1º de julho, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforçou a importância da imunização contra a tuberculose para os recém-nascidos. Na unidade, a vacina é ofertada a todos os bebês com indicação clínica antes da alta hospitalar — uma iniciativa que garante proteção desde os primeiros dias de vida.
A pediatra e diretora técnica da MNSL, Roseane Porto, destaca o papel central do imunizante na prevenção de complicações graves. “A vacina BCG é fundamental para proteger os bebês contra as formas mais graves da tuberculose, que podem causar sérias complicações. Por isso, sempre que houver indicação, ela deve ser aplicada ainda na maternidade, antes da alta hospitalar”, afirma a médica. A tuberculose é transmitida pela saliva e materiais contaminados, sendo causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. A BCG é aplicada em dose única assim que o recém-nascido atinge dois quilos, protegendo não apenas contra a tuberculose pulmonar grave, mas também contra manifestações que podem comprometer ossos, rins e as membranas que envolvem o cérebro. Bebês prematuros extremos recebem a vacina posteriormente, quando atingem o peso recomendado. Roseane esclarece ainda que a ausência da cicatriz característica no braço não indica falta de proteção: “Crianças vacinadas na idade recomendada que não apresentem a cicatriz não precisam ser revacinadas.”
A dona de casa Eliane Alves, 32 anos, mãe de Mariah Eloísa, celebra a iniciativa. “É um alívio saber que os nossos filhos já saem da maternidade vacinados e protegidos contra as doenças, não precisamos ir de imediato ao posto de saúde porque as primeiras vacinas, os bebês já recebem aqui mesmo”, enfatizou. A MNSL conta ainda com uma parceria com o Projeto Corujinha, da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, que amplia o leque de imunização dos recém-nascidos na unidade. Por meio do projeto, técnicos aplicam a BCG, a primeira dose da hepatite B e o imunizante nirsevimabe — anticorpo monoclonal que reforça a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de internação por bronquiolite —, destinado aos bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação.




Fonte: Saúde – Sergipe
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