Matheus Rodrigues Azevedo, de 35 anos, morreu no sábado, 18 de julho, em decorrência de complicações provocadas por uma leucemia. Ele era irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e do ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos). A enfermidade foi diagnosticada no fim do ano passado, e, desde então, o jovem seguia tratamento em Belo Horizonte enquanto aguardava um transplante de medula óssea.
De acordo com informações confirmadas pela família, Matheus vinha recebendo sessões de quimioterapia em ciclos sucessivos. O procedimento tinha como objetivo reduzir a carga tumoral para possibilitar o transplante, considerado a principal chance de cura em casos como o dele. Os médicos chegaram a registrar períodos de remissão parcial, mas a doença voltou a avançar de forma agressiva nas últimas semanas.
A notícia da morte mobilizou a cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A prefeitura decretou luto oficial de três dias, determinando o hasteamento das bandeiras a meio-pau em todos os prédios públicos do município. Em nota, o Executivo municipal lamentou a perda e prestou solidariedade aos familiares. Até o fechamento deste texto, não haviam sido divulgadas informações sobre velório ou sepultamento.
Nas redes sociais, parentes e amigos publicaram fotos e mensagens relembrando a personalidade carismática de Matheus e a sua determinação durante o tratamento. Entre as publicações, destacam-se relatos de voluntários que participaram de campanhas para doação de sangue e de cadastro de medula óssea promovidas pela família ao longo dos últimos meses. As ações conseguiram aumentar o banco de doadores, mas um perfil totalmente compatível não chegou a ser encontrado a tempo.
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A morte de Matheus repercutiu também no meio político. Parlamentares estaduais e federais enviaram condolências aos irmãos e ressaltaram a importância de políticas públicas voltadas ao incentivo da doação de medula. Especialistas lembram que menos de 30% dos pacientes encontram doador compatível na família, o que torna a ampliação dos registros nacionais e internacionais fundamental para salvar vidas.
A leucemia mieloide aguda, tipo mais comum em adultos, é caracterizada pela produção descontrolada de células sanguíneas imaturas na medula óssea. Sintomas como anemia, infecções recorrentes e sangramentos espontâneos costumam aparecer de forma rápida, exigindo diagnóstico precoce e tratamento intensivo. Além da quimioterapia, o transplante de medula continua sendo a principal alternativa para alcançar a remissão completa.
Enquanto amigos e familiares se preparam para a despedida, entidades ligadas à saúde reforçam o apelo para que mais pessoas realizem o cadastro como doadoras. O processo é simples: colhe-se uma pequena amostra de sangue que será testada e incluída no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Caso haja compatibilidade com algum paciente, o voluntário é contatado e pode autorizar a coleta da medula.
“A história de Matheus mostra como cada cadastro pode significar esperança”, destacou um representante de grupo de apoio a pacientes onco-hematológicos. A família agradeceu as manifestações de carinho e pediu orações.
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