A seleção espanhola conquistou o título da Copa do Mundo ao bater a Argentina por 1 a 0, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol de Ferran Torres, anotado no segundo tempo da prorrogação, selou um duelo marcado pela supremacia do toque de bola espanhol e pela falta de criatividade da Albiceleste, que tentava erguer o troféu pela segunda edição consecutiva.
O comentarista Mauro Cezar Pereira, que acompanhou a decisão in loco, não poupou críticas ao rendimento argentino. Para ele, a equipe sul-americana ficou aquém do que se espera em uma final de Copa.
“Foi uma atuação decepcionante da Argentina. Muito, muito fraca para uma final de Copa do Mundo, especialmente. Deveria ter feito mais.”
De acordo com o analista, a atuação espanhola foi tão dominante que precisou de 20 finalizações para balançar as redes, estatística que evidencia a insistência da Fúria em impor o próprio estilo. Apesar da dificuldade de transformar posse de bola em gols, a equipe comandada por Luis de la Fuente manteve a paciência característica e, no momento certo, encontrou o caminho para a conquista.
No lado argentino, o goleiro Dibu Martínez evitou um revés ainda maior ao protagonizar defesa espetacular em cabeçada de Nico Williams durante o tempo normal. Mesmo assim, a defesa sólida não encontrou respaldo no setor ofensivo, travado pela eficiente marcação espanhola que tomou conta do meio-campo.
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Mauro Cezar ressaltou que o título premia o coletivo espanhol, sem depender de apenas um nome de peso. Ainda assim, jogadores como Rodri, Lamine Yamal e o próprio Ferran Torres apareceram nos momentos cruciais. Segundo ele, a Espanha manteve a identidade de 2010, mas com uma geração renovada.
“A Espanha foi fiel ao seu DNA de posse, de paciência. Controlou o jogo enquanto a Argentina mal conseguia passar do meio.”
O resultado confirmou a quarta taça mundial da história espanhola e interrompeu o sonho argentino de repetir 2022. Para Mauro, a vitória representa a força de uma proposta coletiva bem executada e a lição de que, em finais, desempenho inconsistente costuma cobrar preço alto.
Com o apito final, a Roja ampliou seu repertório de conquistas recentes e mostrou que a reconstrução após a era dourada de Xavi e Iniesta encontrou novos protagonistas — agora liderados por Rodri no centro do campo e pelo jovem Lamine Yamal, sensação que encantou torcedores ao longo de todo o torneio.
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