Um menino de 11 anos morreu HOJE, terça-feira (30), depois de cair da varanda do apartamento onde morava com a família, no quinto andar de um prédio no bairro Parque 10, zona centro-sul de Manaus. A queda ocorreu por volta das 9h, e equipes de resgate foram acionadas imediatamente, mas o óbito foi constatado no local.
De acordo com a Polícia Civil, a criança tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) e usava pouca ou nenhuma fala para se comunicar. Na hora do acidente, ele estava aos cuidados da irmã de 14 anos, enquanto a mãe havia saído cedo para realizar um exame admissional de emprego marcado para as 7h.
O delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), lidera a investigação e, até o momento, trata o caso como fatalidade.
“A princípio, trabalhamos com a hipótese de morte acidental. Não encontramos indícios claros de negligência da mãe ou da irmã”, afirmou o delegado.
Segundo Oliveira, a varanda era o único ponto do apartamento que dava acesso à área externa. Peritos encontraram rompimentos na rede de proteção instalada no espaço, mas, até agora, descartam que tenham sido feitos com objeto cortante.
“Tudo indica que o menino empurrou a tela, que cedeu. A mãe acredita que ele possa ter jogado um travesseiro e tentado alcançá-lo em seguida, algo que costumava fazer em brincadeiras”, detalhou o delegado.
A investigação também analisa o estado de conservação da tela de proteção e busca entender se houve algum desgaste prévio que facilitou o rompimento. A perícia fotográfica já foi concluída e o laudo técnico deve ficar pronto nos próximos dias.
Os pais da criança são separados, e o pai não reside em Manaus. A mãe e a irmã, abalada, prestaram depoimento e receberam acompanhamento psicológico oferecido pelos serviços sociais do Estado.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhará as diligências para avaliar eventuais medidas de proteção. A Polícia Civil reforçou que, apesar de não haver indícios diretos de negligência, todas as circunstâncias serão analisadas antes da conclusão do inquérito.
Vizinhos relataram que a família se mudou para o edifício há cerca de três anos e era considerada discreta. O condomínio dispõe de regras para instalação e manutenção de telas de proteção, mas cabe a cada morador a fiscalização periódica dos equipamentos. A administração informou que colaborará com a polícia, fornecendo imagens de câmeras de segurança e registros de manutenção.
O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames de necropsia. O velório e o sepultamento ainda não tiveram horários divulgados pela família.
A DEHS mantém o canal 181 à disposição para receber informações que possam auxiliar na investigação.
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