Uma tragédia abalou o município de Itapiranga, a 227 quilômetros de Manaus, neste sábado, 18/07. Raelyson da Silva, de apenas seis anos, morreu depois de sofrer um ferimento de faca enquanto era punido pelo próprio pai, um homem de 24 anos que não teve o nome revelado pela polícia. O episódio ocorreu na residência da família, situada na zona urbana da cidade.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil do Amazonas, o garoto foi levado às pressas para o hospital da cidade já em estado grave. Ele não resistiu aos ferimentos nas costas e morreu durante o atendimento médico. Após constatar a natureza suspeita da lesão, a equipe de plantão acionou imediatamente a polícia.
Inicialmente, o pai relatou aos profissionais de saúde que o filho teria tropeçado e caído sobre uma faca. No entanto, a versão mudou algumas horas depois, durante o interrogatório. O suspeito informou que, na verdade, agrediu o menino usando uma mochila como forma de castigo por desobediência. Dentro da mochila, segundo ele, estavam duas facas utilizadas em uma pescaria realizada no dia anterior.
“Castiguei meu filho com a mochila e não percebi que as facas estavam lá dentro”, declarou o investigado aos policiais, conforme registrado no boletim de ocorrência.
Conforme a nova versão, durante a agressão, a lâmina de uma das facas perfurou o tecido da mochila e atingiu as costas da criança. Embora o menino tenha sido socorrido rapidamente, a profundidade do corte foi fatal.
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Os agentes conduziram o homem à delegacia, onde ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. Depois de ouvir testemunhas e reunir indícios, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em preventiva, o que foi acatado pelo Judiciário.
“Diante dos elementos reunidos, o homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas durante o inquérito policial”, informou a corporação em nota oficial.
Com a decisão judicial, o suspeito foi transferido para uma unidade prisional em Itacoatiara, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue. A polícia ainda colhe depoimentos de familiares e vizinhos para esclarecer detalhes sobre a rotina da vítima e possíveis antecedentes de violência doméstica.
O caso gerou forte comoção em Itapiranga. Moradores aguardam o desfecho das investigações e cobram celeridade na responsabilização do autor. O Conselho Tutelar do município acompanha a família e presta apoio psicológico.
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