O capitão Lionel Messi quebrou o silêncio nesta segunda-feira, 20/07, um dia depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha na decisão da Copa do Mundo. Em uma publicação nas redes sociais, o camisa 10 disse que encerrar a campanha da Argentina com o vice-campeonato foi um golpe duro para todo o elenco e para a torcida que o acompanhou desde a estreia.
“A dor é imensa e vai demorar para esta ferida cicatrizar”, escreveu o atacante, ainda impactado pelo resultado no Estádio Nacional de Doha.
Messi, de 39 anos, enfatizou que, apesar do tropeço na final, a seleção pode se orgulhar do caminho percorrido. Os atuais campeões mundiais chegaram à segunda decisão seguida e superaram confrontos complicados antes de reencontrar a Fúria, que saiu vencedora graças ao gol solitário de Nico Williams, ainda no primeiro tempo.
“Também guardo com carinho todas as coisas boas… As partidas que viramos com muita garra, momentos que ficarão para sempre na memória, com o apoio de um país inteiro, que, junto com o trabalho árduo e o esforço deste grupo, nos colocou mais uma vez entre os melhores do mundo”, destacou o argentino.
O craque reconheceu que apreciar a campanha segundos após o apito final era uma tarefa difícil, mas lembrou que o grupo “chegou a duas finais consecutivas da Copa do Mundo”, façanha que recolocou a Albiceleste no topo do futebol internacional durante a última década.
Em sua postagem, o veterano fez questão de agradecer pelo carinho recebido desde o começo do torneio e reforçou a importância da sintonia entre jogadores e arquibancada.
“Agradeço de coração por cada saudação e por cada mensagem. Mais uma vez, conseguimos nos unir como país e estar todos juntos, compartilhando o imenso orgulho de sermos argentinos.”
Como no gramado, onde levantou para abraçar e parabenizar o jovem Lamine Yamal logo após a cerimônia de premiação, Messi voltou a honrar o espírito esportivo.
“Também quero parabenizar a Espanha pela conquista do campeonato”, concluiu o camisa 10.
Nos bastidores da AFA, o discurso oficial é de reconhecimento e gratidão pelo ciclo que pode ter marcado a despedida de Messi da seleção. O jogador ainda não confirmou se deixará definitivamente a equipe, mas a comissão técnica entende que o momento de decisão será respeitado. Enquanto isso, a federação avalia o calendário de amistosos pós-Mundial, que servirá para dar rodagem a novos talentos e iniciar a transição pensando em 2030.
Com 181 partidas e 123 gols pela Albiceleste, Messi encerrou a competição no Catar como vice-artilheiro, atrás apenas do espanhol Ferrán Torres. O camisa 10 balançou as redes seis vezes e distribuiu quatro assistências durante a campanha.
A derrota para a Espanha foi apenas a segunda da Argentina sob o comando de Lionel Scaloni em Copas do Mundo. Mesmo abatido, o treinador elogiou a postura do ídolo:
“Ele foi o primeiro a levantar nossos jogadores. É exemplo de liderança e merece todos os aplausos”, disse Scaloni ainda na zona mista.
O elenco argentino desembarcará em Buenos Aires na madrugada de terça para quarta. Uma recepção discreta está programada no Aeroporto de Ezeiza, já que a AFA e os próprios atletas pediram um retorno sem grandes festas, respeitando o sentimento de frustração que ainda paira sobre a delegação.
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