O domingo (19) entrou para a história do futebol argentino com a derrota de 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, disputada em Nova York. O resultado pôs fim ao sonho do tricampeonato consecutivo e marcou, possivelmente, a despedida de Lionel Messi da seleção albiceleste.
Depois do apito final, o capitão argentino recebeu a medalha de vice-campeão visivelmente abalado. Em seguida, caminhou até a arquibancada dominada por torcedores da Argentina e, diante das bandeiras e cantos apaixonados, não conseguiu conter as lágrimas. A cena de emoção contrastou com a atuação apagada dentro de campo: ao longo dos 90 minutos, Messi teve poucos toques na bola e encontrou dificuldades para furar o bem organizado sistema defensivo espanhol.
Apesar do revés, a torcida cantou alto o nome do camisa 10 e o hino informal da “Scaloneta”, como ficou conhecido o time treinado por Lionel Scaloni. O gesto coletivo reconheceu a trajetória vitoriosa iniciada em 2021, quando o grupo conquistou a Copa América no Maracanã, passou pelo título de 2024 e ergueu a Copa do Mundo de 2022 no Catar.
Com o apito final, a seleção encerrou um ciclo que rendeu três troféus importantes em um intervalo de cinco anos. A pergunta que fica é sobre o futuro do ídolo: aos 39 anos, Messi já havia sinalizado que analisaria sua permanência na equipe nacional somente após o Mundial. A expectativa agora é por um pronunciamento oficial sobre uma possível aposentadoria da camisa celeste-e-branca nos próximos dias.
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Enquanto isso, companheiros como Emiliano Martínez, Rodrigo De Paul e Ángel Di María tentaram consolar o capitão no gramado. “Leo é nosso líder e nosso amigo. Fizemos o possível, mas o futebol às vezes não recompensa”, declarou De Paul na zona mista, ressaltando a união interna do elenco.
Scaloni, por sua vez, reiterou que a decisão pertence exclusivamente ao jogador. “Ele merece escolher quando parar. Tudo o que fez por esta seleção é gigante”, afirmou o técnico, sem confirmar se seguirá no comando técnico.
A Federação Argentina de Futebol ainda não divulgou planos para homenagens oficiais, mas dirigentes já admitem a possibilidade de um amistoso em Buenos Aires para celebrar a fase vitoriosa do craque. Independentemente do próximo passo, a imagem de Messi chorando diante da hinchada argentina sintetiza tanto a dor da derrota como a gratidão de um país inteiro pelo que ele entregou ao futebol.
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