O meia-atacante francês Michael Olise encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 escrevendo seu nome na história do torneio. Na disputa pelo terceiro lugar, realizada neste sábado (18), o jogador do Bayern de Munique chegou a sete assistências e quebrou o recorde que pertencia a Pelé desde 1970, quando o brasileiro somou seis passes para gol.
Olise manteve a regularidade que exibiu ao longo de toda a competição. Contra o Senegal, logo na estreia, abriu seu marcador pessoal com um passe decisivo. Na sequência, distribuiu duas assistências diante do Iraque e repetiu a dose diante da Suécia, conduzindo a seleção francesa até as fases eliminatórias. A marca histórica foi selada na partida de hoje, diante da Inglaterra, em que o camisa 12 serviu Kylian Mbappé duas vezes durante o segundo tempo.
A atuação de Olise não só garantiu a vitória francesa por 3 a 2 como também reforçou a importância do jogador no esquema tático montado pelo técnico Didier Deschamps. Mesmo sem balançar as redes, o franco-britânico figurou entre os atletas mais decisivos: participou diretamente de sete dos 18 gols marcados pela França no torneio.
O companheiro de equipe Kylian Mbappé também saiu de campo com um feito expressivo. Ao anotar dois gols, o capitão ultrapassou Miroslav Klose e assumiu o posto de maior artilheiro da história das Copas, agora com 18 tentos. Somados aos quatro passes distribuídos pelo próprio Mbappé, o atacante chegou a 22 participações diretas em gols na competição.
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Apesar do desempenho de Olise, o craque do Bayern ficou longe dessa estatística mais ampla: terminou a Copa sem marcar e, portanto, despediu-se com sete participações. Ainda assim, superou um recorde que perdurava havia 56 anos. Vale lembrar que a FIFA considera oficialmente assistências apenas a partir da edição de 1966. Por esse critério, grandes nomes de edições anteriores, como Raymond Kopa, que teria distribuído oito passes em 1958, permanecem fora da contagem.
Dentro do vestiário, o clima foi de satisfação coletiva. A comissão técnica destacou a capacidade de Olise de acelerar o jogo nas transições ofensivas e de encontrar espaços nas defesas adversárias. Analistas observam que, mesmo sem gols, o meia-atacante apresentou médias de passes decisivos superiores às de armadores clássicos de outras eras.
Com o término do torneio, Olise concentra-se agora na preparação para a pré-temporada do Bayern. A expectativa na Alemanha é de que o recorde alcance projeção semelhante à de Pelé em 1970, acompanhando o atleta ao longo da carreira. Já a seleção francesa encerra sua campanha com a consolidação de uma nova geração que manteve a tradição de resultados expressivos em Copas do Mundo.
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