O mini bode Zé Leandro, de cinco meses, visitou pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Câncer de Sergipe em ação de pet terapia que uniu leveza, afeto e humanização ao ambiente hospitalar.
Na manhã da última terça-feira, dia 30, os corredores do Hospital de Câncer de Sergipe ganharam um visitante inusitado — e inesquecível. O mini bode Zé Leandro, de apenas cinco meses, percorreu a unidade despertando sorrisos, emocionando pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde em uma ação de pet terapia promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A iniciativa integra um projeto desenvolvido em parceria entre o Ministério Público Federal (MPF), o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e a adestradora Ariane Americano, com o objetivo de humanizar o atendimento e tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor para quem enfrenta longos períodos de tratamento oncológico.
A proposta original era trabalhar com cães, mas foi a criatividade da adestradora Ariane Americano que mudou o rumo do projeto. “A ideia inicial era desenvolver um trabalho de pet terapia com cachorros, mas Ariane pensou fora da caixa e trouxe um bode. O objetivo continua o mesmo: oferecer acolhimento e humanização para quem está enfrentando um momento difícil. Talvez a gente não consiga curar uma doença, mas conseguimos proporcionar um alívio emocional, um sorriso e um abraço em forma de afeto”, destacou Fred Gomes, gerente de Relações Institucionais e porta-voz do GACC/SE. Ariane explicou que todo o processo de treinamento é conduzido para que o animal associe o contato humano a experiências positivas. “Os animais têm uma memória muito associada aos estímulos. Cada toque, cada movimento e cada interação influencia o comportamento deles. O Zé ainda está em treinamento — ele tem apenas cinco meses e começou esse processo há cerca de dois meses. Quando ele se aproxima das pessoas dessa forma, é porque já associa esse contato a algo bom”, afirmou a adestradora.
Para os pacientes, a visita foi muito além de um momento de descontração. Silvana Maria, de 59 anos, que realiza tratamento oncológico há 18 anos, foi uma das que se emocionou com a chegada do mini bode. “Foi uma alegria muito grande. Fiquei emocionada quando vi esse mini bode tão fofinho chegando perto da gente com tanta tranquilidade. É um gesto simples, mas que faz toda a diferença, principalmente para quem está enfrentando um tratamento de saúde. A gente acaba se sentindo acolhida e isso renova as nossas forças”, relatou Silvana. A paciente Maria Celma também celebrou a iniciativa, destacando o impacto que a ação teve no clima da unidade. “É maravilhoso. Uma ação como essa é uma verdadeira terapia para nós. Muitas vezes a gente passa tanto tempo dentro do hospital”, disse ela, reforçando a importância do cuidado humanizado para quem convive com o tratamento do câncer no dia a dia.










Fonte: Saúde – Sergipe
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