O governo venezuelano informou neste sábado, 27/06, que o número de vítimas fatais em decorrência dos dois intensos terremotos que sacudiram o país na quarta-feira, 24/06, alcançou 1.430 pessoas. O balanço oficial, divulgado pela Defesa Civil e pelo Ministério do Interior, também contabilizou 3.238 feridos. Os tremores registraram magnitudes de 7,5 e 7,2 graus na escala Richter e foram seguidos por ao menos 430 réplicas de menor intensidade, mantidas sob monitoramento por especialistas em sismologia.
De acordo com as autoridades, os abalos concentraram-se em áreas centrais e ocidentais do território venezuelano, provocando deslizamentos de terra, rupturas em rodovias e danos estruturais em edifícios residenciais e públicos. Equipes de resgate permaneciam mobilizadas em tarefas de busca a sobreviventes sob escombros e em trabalhos de assistência humanitária para populações desalojadas, distribuindo água potável, colchões e tendas.
Entre as vítimas identificadas estavam dois brasileiros: uma mulher, Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos, natural de Brasília, e um homem cuja identidade não foi revelada até o momento. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou os falecimentos e mantém contato com familiares para providenciar o traslado dos corpos.
Na tarde de sexta-feira, 26/06, um novo tremor de magnitude 4,9 sacudiu a costa norte da Venezuela, sendo percebido em Caracas e na vizinha Maracay. Embora não tenha causado novos óbitos, o evento gerou instabilidade em prédios já fragilizados, preocupando moradores que passaram a noite em áreas abertas.
As autoridades venezuelanas alertaram para a possibilidade de novas réplicas durante os próximos dias. Técnicos reforçaram a importância de inspeções estruturais em casas e prédios, sobretudo nas regiões mais afetadas. Pontes estratégicas permaneciam parcialmente interditadas para avaliação de engenheiros.
No front internacional, diversos países anunciaram apoio logístico e ajuda humanitária. O Brasil enviou três aeronaves da Força Aérea carregadas com equipamento médico, alimentos e equipes especializadas em desastres naturais. Organizações não governamentais também iniciaram campanhas de arrecadação a fim de ampliar o socorro a vítimas e desalojados.
Enquanto isso, hospitais venezuelanos operavam acima da capacidade, concentrando-se no atendimento de feridos graves com traumas múltiplos. Médicos solicitaram doações de sangue e insumos básicos para manter o ritmo de cirurgias emergenciais.
A previsão meteorológica de chuvas nas regiões montanhosas acendeu novo alerta para riscos de deslizamentos, o que pode dificultar ainda mais as operações de resgate. Equipes de voluntários, bombeiros e militares seguem atuando em regime de plantão, buscando minimizar o impacto da tragédia na população local.
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