O balanço oficial sobre as consequências dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho confirmou que o número de mortos chegou a 2.645 pessoas. A atualização, divulgada em 04/07/2026 pelo Ministério das Comunicações, também informou que 12.666 pessoas ficaram feridas. As autoridades venezuelanas detalharam ainda que 6.462 vítimas foram resgatadas com vida dos escombros, resultado de um trabalho contínuo realizado por equipes locais e internacionais desde a noite dos abalos.
As cidades costeiras, em especial La Guaira, concentraram a maior parte dos danos. Na noite de 24 de junho, um tremor de magnitude 7,2 foi seguido, menos de um minuto depois, por outro de 7,5. Segundo o Serviço Sismológico Nacional, vinte réplicas se sucederam nas primeiras 48 horas, mantendo a população em alerta e complicando o deslocamento das equipes de emergência. Ruas danificadas, quedas de energia e o bloqueio de rodovias atrasaram o envio inicial de medicamentos, água potável e mantimentos.
De acordo com o governo, cerca de 86 mil famílias receberam algum tipo de assistência, seja acolhimento em abrigos temporários, entrega de cestas de alimentos ou apoio psicológico. O levantamento oficial estimou que mais de 15 mil pessoas ficaram sem moradia, enquanto a Organização das Nações Unidas calculou aproximadamente 50 mil desaparecidos, número que pode variar à medida que novos registros forem analisados. Agentes da Defesa Civil reforçaram que a contagem permanece preliminar, pois muitas comunidades rurais só começaram a ser alcançadas depois da liberação de estradas.
A mobilização internacional também foi significativa. Equipes de busca e salvamento, além de carregamentos de remédios, tendas e unidades de purificação de água, chegaram de países como Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, a cooperação foi essencial para ampliar a capacidade de resposta em pontos remotos e acelerar o atendimento médico em hospitais de campanha.
Apesar do avanço no resgate, o Centro de Monitoramento de Riscos alertou que novas réplicas poderiam ocorrer. Autoridades de proteção civil pediram que moradores evitem retornar a imóveis com rachaduras estruturais sem a liberação de engenheiros. Especialistas explicaram que movimentos secundários são comuns em terremotos de alta magnitude e podem provocar deslizamentos em encostas já instáveis.
Em paralelo, o governo informou que equipes de engenharia iniciaram vistorias em prédios públicos, pontes e redes de abastecimento de água. Para dar celeridade à reconstrução, o Ministério do Planejamento destacou a liberação de verbas emergenciais destinadas ao reparo de hospitais e escolas da região litorânea. A prioridade, segundo as autoridades, era garantir acesso seguro a serviços básicos antes da temporada de chuvas, prevista para começar em agosto.
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