Política


Morre, aos 90 anos, ex-presidente da Argentina Carlos Menem


Publicado 14 de fevereiro de 2021 às 17:32     Por Redação AjuNews     Foto Reprodução / Twitter

O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, morreu neste domingo (14) aos 90 anos. Ele estava internado em uma clínica em Buenos Aires, desde 15 de dezembro, devido a uma infecção urinária que acabou complicando seu quadro de problemas cardíacos. As informações foram divulgadas pelo Estadão.

De acordo com a publicação, ele foi internado no ano passado para fazer um exame de próstata quando foi detectada a infecção urinária. Mais tarde, ele entrou em coma induzido por uma “descompensação renal”. Foi a sua terceira internação em 2020. De acordo com o jornal argentino Clarín, o estado de saúde do presidente havia piorado nas últimas horas.

Carlos exercia o cargo de senador desde 2005. Ele marcou a década de 1990 do País, quando exerceu dois mandatos consecutivos como presidente, entre 1989 e 1999. No período, focou na recuperação econômica da Argentina, promovendo a abertura comercial e a privatização de órgãos públicos. Em 1991, foi introduzida a paridade do dólar com o peso argentino em plano formulado com o seu então ministro da economia, Domingo Cavallo. Quando deixou o governo, porém, a Argentina enfrentava uma recessão econômica, que culminou na grave crise de 2001, durante a presidência de Fernando de la Rúa.

Ainda segundo o jornal, o processo de intervenção e reformas econômicas de seu governo presidencial também foi marcado pelas denúncias de corrupção. Em 2001, ele foi preso preventivamente por seis meses pela acusação de contrabandear armas à Croácia e Equador na década de 1990, mas foi absolvido. Os países, na época, eram alvos de um embargo armamentista. Ele chegou a ser condenado novamente pelo caso em 2013, e absolvido cinco anos depois.

O ex-presidente e o ministro Cavallo também foram condenados por supostamente terem pago propinas a altos funcionários durante o período em que estiveram no governo. Em 2019, Menem também foi absolvido da acusação de encobrir a primeira investigação do atentado ao centro judaico AMIA de Buenos Aires, que deixou 85 mortos em 1994 e segue sem condenações.



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