Em encontro com jornalistas na Casa Branca nesta terça-feira, 21/07, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o discurso contra o Irã e passeou por temas centrais da agenda norte-americana, que vão de tarifas comerciais à imigração. A coletiva ocorreu logo após a reunião com o presidente do Líbano e, embora tenha se estendido por diversos assuntos, concentrou-se principalmente no Oriente Médio.
Ao comentar as tensões com Teerã, Trump voltou a assegurar que Washington não permitirá a obtenção de armas nucleares pelo regime iraniano.
“Eles querem desesperadamente se reunir. Até que estejam prontos para se reunir de uma maneira significativa, não temos interesse”,
afirmou, reforçando que novas ações militares permanecem sobre a mesa. Segundo ele, qualquer local onde houver indícios de atividade atômica poderá ser bombardeado.
Questionado sobre relatos de transferência de centrífugas para Pickaxe Mountain, o republicano disse acreditar que a movimentação “pode ter acontecido”, mas relativizou a relevância sem o material nuclear.
“Nós acompanhamos o material. É aí que está a ação.”
Trump indicou que ofensivas adicionais poderiam ocorrer em breve e declarou que o programa nuclear iraniano sofreu danos que levariam até 25 anos para ser reconstruído. Ele também destacou o bloqueio militar no Golfo: “Ninguém passa pelo bloqueio. É como uma parede de aço”. Sobre eventual tentativa dos houthis de bloquear o Mar Vermelho, resumiu:
“Quero ver o que acontece. Se isso acontecer, nós cuidaremos disso.”
Na seara econômica, o presidente comentou que as tarifas impostas ao Canadá não se relacionam aos incêndios florestais enfrentados pelo país vizinho. Ele defendeu a política protecionista alegando que Ottawa depende do mercado americano. A respeito da China, prometeu dialogar com Pequim sobre declarações recentes envolvendo eleições norte-americanas, sugerindo mudança de postura do gigante asiático.
A pauta doméstica incluiu imigração. Confrontado com o incêndio em um prédio federal em Nova York, Trump responsabilizou estrangeiros em situação irregular e voltou a dizer que intensificará deportações. Para o republicano, esses indivíduos seriam, nas palavras dele, “lunáticos radicais”.
Encerrando a conversa, o presidente celebrou a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, classificando-a como a mais bem-sucedida da história. Ele informou que o torneio teria gerado negócios cinco vezes superiores aos de edições anteriores e ressaltou a ausência de protestos ou crimes significativos.
“Todos saíram daqui com uma opinião diferente daquilo que leram na imprensa. Eles amam este país.”
As declarações reforçam o tom combativo adotado por Trump em temas de segurança internacional e comércio, bem como a estratégia de relacionar política migratória a episódios de violência doméstica. Além disso, a ênfase dada ao sucesso da Copa funciona como contraponto positivo em meio às tensões geopolíticas e econômicas discutidas na mesma coletiva.
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