Um navio-tanque que transportava gás natural liquefeito (GNL) pegou fogo nesta terça-feira (7) enquanto atravessava o Estreito de Ormuz, na costa de Omã, depois de ser atingido por um projétil. A ocorrência foi confirmada pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), que mantém monitoramento constante da rota estratégica. Segundo o órgão, a embarcação emitiu sinal de emergência logo após o impacto, permitindo rápida mobilização de equipes de resgate.
De acordo com informações repassadas pelo UKMTO, todas as pessoas a bordo foram removidas em segurança para embarcações de apoio. Não houve registro de feridos ou desaparecidos, e a operação de evacuação foi concluída em poucos minutos, graças ao protocolo de resposta adotado pelo navio-tanque e pelos navios de patrulha que operam na região.
A televisão estatal iraniana afirmou que o ataque ocorreu porque a embarcação ignorou alertas para seguir rotas consideradas seguras pelas autoridades do país. O veículo estatal não especificou de onde partiu o projétil, mas reiterou que a tripulação fora avisada sobre a necessidade de alterar o trajeto antes da explosão.
O UKMTO acrescentou que, até o momento, não foram detectados vazamentos significativos de GNL nem sinais de poluição marinha. A bordo, os sistemas de contenção permaneceram intactos o suficiente para evitar danos maiores ao meio ambiente. As autoridades marítimas mantêm barcos especializados na área para monitorar possíveis alterações nas condições de segurança e ambientais.
Na semana passada, o comando militar conjunto do Irã advertiu que todos os navios-tanque que transitassem pelo Estreito de Ormuz deveriam utilizar rotas aprovadas pelo governo local. O comunicado também incluiu referência direta à presença norte-americana na via marítima.
“Qualquer interferência de forças estrangeiras no estreito receberá uma reação rápida e decisiva”, declarou o comando iraniano no aviso emitido dias antes do incidente.
O Estreito de Ormuz é ponto crucial para o escoamento de petróleo e gás do Oriente Médio, conectando o Golfo Pérsico ao mar aberto. Aproximadamente um quinto do petróleo comercializado globalmente circula por esse corredor, o que amplia o impacto potencial de qualquer incidente sobre os preços internacionais de energia.
Especialistas em segurança marítima destacam que episódios como o ocorrido elevam o risco para companhias de navegação e podem encarecer seguros, fretes e prêmios de risco. Empresas do setor recomendam redobrar a atenção a alertas e boletins oficiais, especialmente em um momento de tensões político-militares na região. Investigações preliminares buscam esclarecer a origem do disparo e apurar se houve falha de comunicação entre o navio-tanque e as autoridades costeiras.
Enquanto as apurações avançam, navios de guerra e embarcações de resgate mantêm presença reforçada na área, garantindo escolta a outras unidades que optam por continuar a travessia. O incidente desta terça-feira reacende preocupações sobre a estabilidade na rota marítima e ressalta a importância de protocolos internacionais de segurança para prevenir novos ataques.
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